Treinadores: os eternos culpados do futebol brasileiro

Um moedor de treinadores, assim podem ser chamados os clubes brasileiros, principalmente da primeira e segunda divisão. O mais recente caso, Rogério Ceni no São Paulo é um exemplo disso, quando foi escolhido no início do ano sem nenhuma experiência era esperado que tivesse tempo para propor sua ideologia e também para ganhar tal experiência, nada disso, sequência ruim, clube na zona de rebaixamento e o M1TO estava demitido, mesmo após dirigentes afirmarem que ele teria tempo para trabalhar e não sofreria tamanha pressão.

Guto já sofre pressão no Inter

Esse é o futebol brasileiro, com uma média de trabalho por treinador de cerca de de 90 dias. Assusta, mas é assim que funciona, planejamento é uma palavra pouco assimilada em terras tupiniquins. Essa filosofia não é algo novo, o país sempre teve o pensamento de que se algo está ruim a culpa é da comissão técnica, enfase para os, por muitas vezes injustiçados, treinadores.

Treinadores reclamam todo hora do pouco tempo de trabalho, porém quando recebem uma chance de ir para um clube de maior expressão eles não pensam duas vezes e vão, seja qual for a situação desse clube ou a do seu atual. É o caso de Guto Ferreira, fazendo ótimo trabalho no Bahia resolveu aceitar a granada sem pino chamada Internacional, e agora após um mês e meio já sofre pressão por não conseguir os resultados desejados pela torcida e direção.

Se até o treinadores têm essa mentalidade, como podemos querer que os dirigentes mudem? Infelizmente a realidade do futebol brasileiro é essa, por mais que seu trabalho seja bom ele entra em risco após uma sequência ruim de resultados. Sempre no limite, com uma espécie de prazo de validade enquanto está tudo bem, na primeira grande crise quem será responsabilizado e demitido? O treinador, o culpado eterno no futebol brasileiro.

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @oOutroLeo

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