CLUBE DA FÉ #105 – Verdades sejam ditas

Caro amigo torcedor são paulino, continuamos na pindaíba. Continuamos lutando apenas pela permanência na série A do campeonato nacional. Muito pouco para o clube que aprendemos a admirar. Está ficando ridículo. E não vamos nos enganar. Vamos estabelecer algumas verdades.

1 – Não temos goleiro

Tenho pouco a acrescentar a opinião já postada pelo Daniel Perrone no seu blog “São Paulo Sempre” (Leia aqui). Temos três goleiros no elenco e nenhum com qualidade o suficiente para ocupar a camisa 1 de um time que teve, praticamente na sequência, Waldir Peres, Gilmar, Zetti e Rogério Ceni embaixo das traves. Dênis é patético, Sidão mais uma vez mostrou-se completamente limitado e Renan não passa segurança. A pergunta que faço é: A fantástica Cotia, em 10 anos, não teve condição de deixar um goleiro reserva pelo menos? Quem é o preparador de goleiro da base?

2 – Rodrigo Caio é de comum para baixo

Vamos falar a verdade. O zagueiro da seleção é fraquíssimo. Cobre mal, tem jogo de corpo bem lixoso (qualquer um o desloca com facilidade), pelo alto é tenebroso tanto no ataque quanto na defesa (reparem que ele não pula para cabecear e não tem movimento de pescoço para direcionar a bola). Muito fraco para ser zagueiro da seleção e titular absoluto da zaga são-paulina. Só joga por que temos como opções os péssimos Lucão (já praticamente dispensado) e Douglas, além de Lugano que já praticamente está aposentado. Nos resta saber o que Ardellan pode apresentar.

3 – Cemitério de laterais

Seja da base (que foram poucos e com poucas oportunidades) ou contratações, faz muito tempo, mas muito tempo que não temos um lateral minimamente confiável. Dos anos 2000 para cá, somente Cicinho e Junior, ainda atuando como alas e três zagueiros por trás, foram confiáveis. Isso quando não usamos zagueiros ou volantes improvisados. Situação ridícula.

4 – Meio campo é um exército de um homem só

Só Hernanes tem jogado nesse meio campo. Cueva sumido, Jucilei alternando muito e Petros, apesar de marcar bem, é burocrático demais. O Profeta é o único sopro de qualidade no setor mais importante de uma equipe.

5 – Não chorem por Gilberto

Raçudo? Sim. Faz gol? De vez em quando e normalmente no bumba-meu-boi. Mas é fraco demais. Não dá para lamentar que ele não vai renovar nem pedir que seja titular, mesmo que a equipe do São Paulo jogue desse maneira pífia que vem se apresentando.

6 – Que merda de departamento de análise que existe no clube

A cada contratação vem a história que o supra-sumo pica das galáxias “departamento de análise e estatísticas” do clube analisou e avalizou a contratação. E chegam Denílson, Marcinho, Thomaz e Maicossuel, Jonathan Gomez e porcarias de todo o tipo para a equipe. Jogadores extremamente limitados que não devem ter tido mais de 1 jogo razoável desde que chegaram (e antes da contratação também). É incrível a quantidade de pontas que correm e não pensam, de meio-campo que marcam como meias e criam como primeiros volantes que são contratados com o rótulo desse departamento de merda. Em qualquer empresa, já tinham sido demitidos (isso se já não tivessem levado a empresa a falências).

7 – Cotia que não entra em campo

Todo mundo elogia, todo mundo se vislumbra, mas jogadores da base no máximo são usados para segundo tempo e olhe lá. E essas porcarias que comentei no item anterior tem chances e mais chances de entrar em campo. Para que serve a maravilhosa base de Cotia, multi-campeã, se não usa ninguém? E se usa, com menos de 20 jogos vende?

8 – Dorival, cansamos de esperar

Mais uma coletiva pós-jogo que Dorival usa a frase “Espero que as coisas deem certo”. Cansamos de esperar para ver. Já passou da hora de o São Paulo mostrar um pouquinho mais de consistência ofensiva e defensiva. E falar que Sidão só teve uma falha de saída de bola? É bom ir no oculista e assistir novamente o jogo. Errou em pelo menos 5 vezes que jogou com o pé. E mexe logo no segundo tempo, catso, não precisa esperar tomar o gol ou os 30 minutos para usar o banco.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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