CLUBE DO POVO #24 – 5 fatores para a boa fase colorada

4 vitorias em sequência. Essa é a demonstração da boa fase vivida pelo Inter, algo que estava sendo pouco corriqueiro nos últimos meses, qual são os motivos para essa evolução?

1- Manutenção do time titular: todo time que sonha em ganhar algo ou ter bom rendimento precisa ter um quesito irredutível – sequência – quando uma equipe joga vários jogos juntos em sequência é criado um entrosamento, assim todos se entendem melhor em campo. O Inter demorou para repetir time em 2017 (2016 também), finalmente conseguiu nas últimas rodadas, curiosamente (ou não?) o melhor momento da equipe em quase dois anos.

Foto: Divulgação/Inter

2- Solidez defensiva: “Ataque vence jogos, defesa vence campeonatos” o maior ponto negativo do clube em cerca de dois anos, a defesa. Vários jogadores passaram pela linha de 4 (laterais e zagueiros), nenhum dava certo, esquemas foram mudados e nada de melhorar. Cuesta chegou, titular absoluto, uma parte resolvida, faltava seu companheiro. Danilo Silva foi contratado, não rendeu. Até que Klaus ressurge, o zagueiro contratado do Juventude com indicação de Zago em janeiro e que havia sido escanteado no elenco, joga e rapidamente demonstra ser o companheiro perfeito para Cuesta. A dupla que é completada por Uendel e Cláudio Winck nas laterais sofreu apenas 1 gol nas últimas 4 partidas. Excelente número, ainda melhor comparado com as formações antecessoras.

3- Eduardo Sasha: pode parecer estranho dizer que um jogador é tão importante a ponto de ser um dos diferenciais para a evolução de um time, mas Sasha é talvez o maior diferencial para isso. Desacreditado, Sasha recebia poucas chances, chances essas que diminuíram com o seu histórico de lesões, chegando ao ponto de ser especulado em negociações. Contudo, Guto resolve arriscar no atleta, demonstrando confiança, algo recompensado com as atuações do ponta. Era de conhecimento de todos que Sasha estava atuando o final do ano passado lesionado, no famoso sacrifício, e também é perceptível a vontade do jogador em campo. Voluntarioso, jogador “inteligente”, ajuda na marcação e chega com qualidade dentro da área adversária. Era a peça que faltava no esquema colorado, o “box to box”, que dá para traduzir como “aquele que joga de gol a gol” ataca (principal função) e recompõe excepcionalmente.

Foto: Divulgação/Inter

4- Camilo e Damião: a dupla chegou como solução, e não foi exatamente o que ocorreu. Leandro Damião como ex jogador do clube e quase “ídolo” da torcida ganhou a titularidade, vem jogando bem, marcou gol, só que o ponto maior a se destacar é como o ataque funcionou melhor com ele em campo, a figura do 9 é importante para o esquema de Guto funcionar. Já Camilo ainda tem status de reserva, pode ser chamado de “12° jogador”, entrando e dando ritmo novo ao time, sendo o substituto perfeito para D’Alessandro.

Foto: Divulgação/Inter

5- Moral: pressão por disputar pela primeira vez a Série B e um favoritismo gigantesco, elenco totalmente reformulado, varias caras novas, moral lá em baixo pela sequência ruim de jogos e pressão enorme por parte da torcida, assim estava o Inter antes da atual sequência de jogos. Moral é essencial para um grupo de futebol, jogadores atuando sem moral acabam por errar passes simples ou lances de fácil conversão em situações comuns. A sequência criou a moral e a sequência é criada pela moral, ou seja, o fator essencial para o atual momento é esse.

Concorda? Acredita que o Inter irá manter a boa fase? Comente!

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @isentoever

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