Backcourt NBA – Contender ou Álbum de Figurinhas?

(foto: reprodução/YouTube)

O fim de semana esportivo nos EUA foi bem agitado com a polêmica entre Curry/Golden State Warriors e Donald Trump que atingiu por tabela, e em cheio, a NFL. Mas nem só dessa polêmica viveu o noticiário da NBA e dos esportes americanos. Com a nova temporada do melhor basquete do mundo chegando cada vez mais perto, a off season mais insana dos últimos tempos apresenta suas cartas finais. Entre elas, a troca entre Oklahoma City Thunder e New York Knicks por Carmelo Anthony.

Carmelo agora junta-se a Westbrook e Paul George no Thunder, enquanto o Knicks recebe o pivô Enes Kanter, o ala Doug McDermont e uma escolha de segunda rodada. A torcida de Oklahoma ficou bem animada com a montagem do seu Big 3. Comparando os 5 iniciais da temporada passada (Westbrook, Roberson, Oladipo, Sabonis e Adams) com a equipe que deve entrar em quadra esse ano (Westbrook, Roberson, Carmelo, George e Adams) facilmente podemos entender porque. No papel, o quinteto inicial melhorou, e muito.

Com três all stars, já é possível imaginara a equipe de Oklahoma brigando pelas primeiras quatro posições na conferência Oeste junto de Rockets, Clippers, Wolves e Spurs (Não citei o Golden State porque acho bem difícil que eles não terminem novamente na primeira posição). Só que para isso ocorrer, o bom time precisa do papel para a quadra. E, apesar de conseguir ver esses três jogadores dando muito certo juntos, também consigo vê-los dando muito errado.

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Além da preocupação defensiva (Carmelo não é um grande marcador e precisamos ver como esses jogadores se encaixarão nas rotações exigidas pela forma de jogo da NBA atual), ofensivamente há muitas questões para se pensar. Os três jogadores gostam muito de ter a bola nas mãos para resolver. Serão capazes de se doar em prol da equipe? Certamente Paul George e Carmelo são arremessadores melhores que Westbrook tinha ano passado, mas a bola vai cair tanto na mão do armador como no ano passado? A chave para o recorde e média de triple-doubles do camisa 0 foi o esquema de transição implantado por Billy Donavan, deixando sempre a primeira bola nas mãos de Westbrook para que o contra-ataque seja o mais veloz possível. Isso impulsionou os números dele no rebote, que agora tendem a cair também nas mãos dos dois novos jogadores da equipe.

Enfim, como álbum de figurinhas, o Oklahoma funciona perfeitamente. E as especulações ainda colocam Dwyane Wade como possível reforço (após o buyout do armador com os Bulls, também nesse fim de semana). Resta agora a Billy Donavan e suas estrelas que transformem isso em equipe em quadra, sem egoísmo, para que, como time, o Thunder seja capaz de bater os principais rivais numa conferência que ficou ainda mais forte esse ano.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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