Craques do Futuro – Por onde anda Carlinhos?

Um dos problemas encontrados no Corinthians – e, convenhamos que não é de hoje – é a dificuldade em revelar jogadores em sua linha ofensiva. Tivemos as saídas de Dentinho e Jô no passado, mas pouco renderam na Europa, tendo o segundo, hoje, uma nova chance na antiga casa. Falaremos aqui sobre o atacante Carlinhos, tido como uma promessa que surgiu no início deste ano, mas que vem sendo muito pouco aproveitado no time principal.

Um dos artilheiros e nome importante da campanha que rendeu o título da Copa São Paulo de Juniores ao Corinthians em 2017, Carlinhos teria tudo para subir brevemente ao time principal, e foi o que aconteceu. Mas, como foi dito no início dessa matéria, faltaram-lhe oportunidades para demonstrar sua qualidade de finalização que chamou atenção na Copinha. Essa falta de oportunidades fica ainda mais sem explicação quando relembramos a contratação de Kazim, que foi um dos pontos mais criticados tanto pela imprensa quanto pela torcida, já que o centroavante não convenceu no Coritiba, clube onde atuou em 2016, marcando apenas três gols em 26 jogos pelo Coxa.

Recentemente tivemos outro caso parecido com o também atacante Gabriel Vasconcelos. Depois de ter feito boas atuações com a equipe sub-20 do Corinthians, Gabriel chegou ao time principal, mas amargou o banco de reservas por muito tempo, chegando a ser emprestado para vários clubes do país, como América-RJ, Joinville e atualmente está no Oeste, que faz campanha regular na Série B do Brasileirão.

Leia também: HOSPÍCIO #72 – Hora de usar a base

Voltando ao Carlinhos, ele ainda é jovem, isso não se pode discutir. Mas se formos olhar por outro lado, Jô foi lançado ao time profissional do Corinthians com apenas 16 anos em 2003, conquistando seu auge dois anos depois, no Brasileirão de 2005, quando o Alvinegro se sagrou campeão daquele, dando mais visibilidade ao jogador que foi vendido ao CSKA logo após o título. Então por que não tentar repetir o feito?

O que se espera é que o mesmo erro de anos anteriores não volte a acontecer. Estamos vendo a cada dia clubes brasileiros revelando e vendendo bons jogadores na sua linha de frente. Temos uma boa vitrine para os olhares europeus, mas se o trabalho não for feito desde os primeiros passos do atleta até quando é efetivado ao time profissional, ele não passará de mais um que ficou esquecido pelo próprio clube que o revelou para o futebol.

Rafik Oliveira

Amante de várias modalidades esportivas, trago à tona diversos temas que abordam o cenário nacional, sempre com uma visão diferenciada para cada esporte.

%d blogueiros gostam disto: