GERAL DA MACACA #13 – Coragem professor

Fala Macacada, tudo bem?
Existem várias formas de ver uma mesma situação. Aqui vai o resumo das variantes e meu ponto de vista.

Quem já jogou futebol de várzea ou nos tempos do inter-classes sabe que o jogo é decidido dentro das quatro linhas, quando a bola atinge o barbante no fundo do gol.
Respeitar o São Paulo é bom e não poderia ser diferente, afinal, todos merecem respeito.
Mas no nosso caso ultrapassa o respeito e se torna covardia. Porque Gilson Kleina joga igual contra todos os adversários desde Atlético-GO, que enfrentamos como lanterna e perdemos de 3×0, até o Corinthians que é líder e perdemos de 2×0. Posso ouvir que “a mesma formação pode ter variações táticas”. Sério mesmo? Você acredita que jogadores que não acertam passe de 1 metro podem variar taticamente?

Considerando que o jogo de domingo foi realizado fora de casa, contra o São Paulo, adversário pressionado no Z4, quase 45 mil torcedores, saímos em desvantagem de 2×0, opções escassas no banco, 60 minutos de jogo desperdiçados pelo uso de 3 volantes de sempre.
Olhando somente essas informações, o resultado em 2×2 pode ser considerado bom.
Mas se fossemos mais ousados posso cravar que conseguiríamos a vitória ou mais perto dela. “Como?” Jogando para ganhar! Sempre jogamos para não perder e, adivinha, temos mais derrotas que vitórias nesse campeonato.

No final do primeiro tempo, parecia que o time tinha jogado no dia anterior. Pelo contrário, tivemos 15 dias de treinamento e o padrão sofrível foi o mesmo.
Supondo que entrássemos com Aranha, Nino, Marllon, Luan Peres e Danilo; Bob e Naldo (Elton ou Mendoza); Cajá, Saraiva (Lucca) e Sheik; Gamalho, a probabilidade de conseguir ao menos 1 chute a gol no primeiro tempo seria maior que a formação utilizada pelo técnico, com Bob, Elton e Naldo.
Outra coisa que teríamos mais chances de fazer é trocar passes no meio campo.

No meio, já utilizamos Jadson, Naldo, Elton, Fabio Braga, Wendel, Jean Patrick, Bob, Léo Artur, Nino (contra o São Paulo no 1º turno, se não me engano). Será que Jorge Mendoza é pior que algum desses?
No ataque, já fomos com Maranhão, Claudinho, Saraiva, Lucca. Será que Luis Ali e Yuri são piores que algum desses?
Qual o motivo de utilizar sempre os mesmos jogadores? Claudinho e Léo Artur chegaram e já foram para o jogo na primeira oportunidade contra o Atlético-MG em Minas.
Qual o motivo de utilizar sempre o 4-3-3 com a bola e 4-5-1 sem a pelota? Mais manjado que isso só as substituições de Nino por Jeferson e vice-versa.

Dos últimos 12 jogos no Brasileiro de 2017, Ponte e São Paulo tem campanhas idênticas com 3 vitórias, 5 derrotas, 4 empates, aproveitamento de 36%. Ou seja, campanha de time do Z4 e se não abrirmos os olhos, já sabe… Só não entramos porque Chape, São Paulo, Atlético-GO estão em piores momentos que nós.
Hoje, não temos mérito por não estar no Z4. A diretoria não tem que se vangloriar por isso, afinal, o que importa, não é agora e sim no final da 38ª rodada.

Para você, qual formação ideal? Visto os jogadores que temos e sabendo o que cada um pode render nessas 15 rodadas restantes.
A minha seria com Aranha; Nino, Marllon, Luan e Danilo; Bob e Naldo (Mendoza??); Cajá (centralizado), Lucca (Saraiva) e Sheik; Gamalho no 4-2-3-1.

É isso!
Saudações alvinegras.

André Gonçalves

Andre Gonçalves

Ponte Preta desde sempre!

Twitter: @andre7goncalves

  • Anselmo Souza

    Na realidade acredito que no planejamento da Ponte, o objetivo desse jogo era não perder, digo, somar ponto fora de casa, que acabou acontecendo de uma forma até melancólica para o São Paulo após estar vencendo por 2×0 e pra Ponte de forma heroica, ja que o jogo parecia perdido. De tudo Kleina tem muito a agradecer aos seus jogadores (com enfase a Gamalho que acertou uma linda cabeçada no escanteio), que retiraram (por hora) sua cabeça da força.
    Presta atenção Kleina !

    • É isso mesmo Anselmo. Kleina precisa ser um pouco mais ousado. O jogo, mais uma vez, ficou a favor da Ponte e não conseguimos a vitória.

      Abraço e obrigado pelo comentários.

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