Futsal Express – O futuro da seleção pós-Falcão

Desde que anunciou sua aposentadoria da Seleção Brasileira de Futsal – ainda que indefinida, com a sua convocação para os amistosos no mês de setembro – surgiu uma incógnita sobre quais rumos o Brasil tomaria dali pra frente, sem a presença do seu maior jogador nos últimos anos. Os atletas que aí estão, darão conta do recado? E a visibilidade, continuará a mesma? Perguntas essas que podem ser respondidas não com resultados, mas com trabalho e dedicação de novos craques que estão surgindo.

A trajetória de Falcão no Futsal brasileiro se iniciou em 1996, quando ainda aos 16 anos, dava seus primeiros passos na carreira até sua ascensão meteórica na modalidade. Ao todo já são 8 passagens por grandes equipes do Brasil, somando um currículo de se invejar a qualquer atleta. O jogador ainda teve uma breve passagem pelos gramados, quando recebeu uma proposta do Palmeiras, em 2001, para atuar pela equipe profissional do clube. Além do Alviverde, atuou pela Portuguesa-SP (2002) e São Paulo (2005). Em 24 anos de carreira, conquistou 4 prêmios de melhor jogador do mundo, se igualando ao número de premiações do português Ricardinho.

Sucessor de Manoel Tobias no futsal brasileiro, chegou à seleção em 1998 onde atua até hoje. No total, conquistou 2 Copas do Mundo, 3 Copas América, além do ouro inédito nos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007. Aos 40 anos, achou que era a hora de parar e, em março deste ano anunciou que sua última partida com a camisa da seleção seria num amistoso contra a Colômbia. Ainda que apalavrada, a aposentadoria da canarinha ainda não aconteceu. Mas quando acontecer, será que os novos jogadores darão conta de atuar sem uma referência em quadra?

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Sempre que se perde um jogador por sua aposentadoria, seja ela em qualquer esporte, surge uma lacuna muito grande e, a dúvida sobre quem poderá ocupar aquela vaga permanece por um certo tempo. No futsal brasileiro, vários jogadores tem conseguido o seu espaço através da Liga Nacional e de outras fortíssimas espalhadas pelo mundo. Nomes como Ferrão (Barcelona), Bateria (sem clube), Pixote (Sorocaba/Magnus Futsal) dentre outros, são revelações que estão surgindo e demonstrando que podem carregar o peso de vestir a amarelinha.

A chegada de Marquinhos Xavier para o comando, além de novos patrocinadores apoiando essa reformulação da seleção, mostraram indícios que viriam novidades por aí. Treinador multicampeão e dono de uma capacidade incrível para tirar o máximo de jogadores, Marquinhos tem tudo para dar certo à frente de seus comandados. Ao lado de Ferreti (Sorocaba/Magnus Futsal) também conceituado técnico, espera-se que a partir da experiência de um, aliado a vontade de vencer do outro, possam conquistar muitos feitos e fazer com que a seleção brasileira volte a ser referência no futsal mundial.

Rafik Oliveira

Amante de várias modalidades esportivas, trago à tona diversos temas que abordam o cenário nacional, sempre com uma visão diferenciada para cada esporte.

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