RECANTO DA COLINA #24 – “Quem tem fair play, luta para não cair. Quem não tem, será campeão”

Maradona curtiu. O grupo dos sem-caráter também. ‘La Mano de Jô’ definiu o duelo entre Corinthians e Vasco, disputado em Itaquera na tarde deste domingo (17). O lance crucial da partida só não constrange mais que a entrevista pós-jogo do atacante corintiano: “Eu me joguei na bola. Não vi se foi com a mão. Não sei onde bateu”, disse. Ora pois, parece que Jô não só tem alguma deficiência de visão como de tato também.

O fato: Vasco prejudicado com um gol de mão do adversário. De quem foi o erro: de todos os árbitros. A questão não está no gol irregular que foi marcado, isso é um problema do juiz, mas na forma como alguém lida com ele. O apto da honestidade e fair play ainda tem a coragem de agradecer a Deus pelo gol descaradamente com a mão, negado pelo próprio com a esfarrapada desculpa de não ter visto ou sentido. Isso é mau-caratismo, executado por um atleta farsante e desonesto, um reflexo do Brasil.

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Se Jô não estivesse 100% envolvido num lance belíssimo de fair play com o zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, não estaríamos julgando o lado hipócrita do atacante do Corinthians. “O jogador brasileiro de futebol foi ensinado que o segundo lugar é igual ao último”. Através desse pequeno trecho retirado da fala do ídolo Juninho Pernambucano, conseguimos chegar a algumas conclusões lógicas de que ao atleta brasileiro é dito para vencer, seja lá como for. Poucos são os que invertem a fala e tentam jogar um futebol mais justo.

Esses que tentam, estão lutando contra o rebaixamento para a Série B. Os que, apesar da teoria, praticam um esporte sujo e trapaceiro, serão campeões. Foi basicamente o que disse o goleiro Martín Silva após a partida. Soa pesado? Sim. Mas é a realidade. De qualquer jeito, o gene humano é assim mesmo: se faz de santo para ganhar suas recompensas, mas, em seu interior, age da forma mais ignorante possível para se sair superior.

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Jô se diz mudado. Ontem baladeiro, pecador e enganador. Hoje, segundo o próprio, um “homem de Deus”. A teoria de nova vida do atacante é linda, mas a prática entrega quem realmente ele é através de suas atitudes farsantes e hipócritas que seguem entranhadas em sua personalidade. E é por esse motivo que Jô será lembrado por toda a sua carreira.

Ele viu/sentiu onde a bola bateu sim e está mentindo. O mesmo atleta caiu instantaneamente em duas jogadas dentro da área ao ser tocado por jogadores vascaínos, ou seja, seus sentidos estão minimamente apurados e funcionando perfeitamente. Coragem a dele de agradecer a Deus pelo gol e colocar o nome do Ser Supremo nesse meio.

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Mas a culpa da derrota de ontem não foi da mão de Jô. É claro que chama atenção, mas o foco tem que ser o árbitro assistente adicional Eduardo Valadão, aquele poste amarelo que se situa na linha de fundo. O Vasco tem sua semana inteira de trabalhos prejudicada pela incompetência de um profissional, ou de um sexteto de profissionais. Mas isso não é novidade, já está massante. E esse problema não é somente com o Vasco não, é geral.

A irresponsabilidade demonstrada por quem apita o jogo é apenas um mero reflexo da má gestão da Comissão de Arbitragem, cujo chefes não possuem preparo algum para tal função. Desde em julgamentos sérios de corrupção e assassinatos, até o apitar de um jogo de futebol, o Brasil tem em seu judiciário motivos de sobra para lamentações.

Foto do título da matéria: Reprodução/TV Globo

 

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– Saudações Vascaínas!

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