Seleção Brasileira – O respeito voltou e trouxe outras coisas também…

A vitória de 2×0 do Brasil sobre o Equador, gols de Paulinho e Coutinho, acabou sendo uma partida com vários aprendizados. Para mim, o principal deles foi a volta do reconhecimento da superioridade do Brasil como equipe por parte dos concorrentes sul-americanos. Tanto tecnicamente, quanto taticamente, não há nenhuma equipe da CONMEBOL que rivalize com a seleção canarinho. Nem a Argentina, mesmo com toda a qualidade técnica. Prova disso é que mesmo com três rodadas a serem disputadas, o Brasil já garantiu o primeiro lugar geral das Eliminatórias. São 36 pontos em 15 jogos, 11 a mais que a vice-líder Colômbia, próximo adversário já na terça que vem.

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O Brasil teve números como 73% de posse de bola e o Equador só conseguiu dar um chute no alvo. Por si só, estas estatísticas já explicam um pouco o cenário do jogo. Os equatorianos jogando por uma bola e se defendendo ferrenhamente, com os brasileiros tentando quebrar essa barreira. A diferença entre os dois tempos de jogo foi Coutinho e o que ele acrescentou de futebol quando entrou na segunda etapa, coisa que Renato Augusto não conseguiu fazer no primeiro tempo.

Mesmo após a sua cura em tempo recorde (sábado ele não entrou em campo pelo Liverpool no clássico contra o Arsenal), Coutinho demonstrou que estava com fome de bola e foi fundamental para a vitória brasileira. Criou jogadas, tentou tabelas, finalizou e marcou o gol que selou a vitória brasileira. William, pelo lado, foi muito bem, mas nunca trará o nível técnico de craque que Coutinho traz. Nesse sistema, quem tem de abrir o olho é Renato Augusto, que há tempos não vem tendo boas atuações na seleção. Pode perder espaço se continuar nesse ritmo.

O destaque negativo da partida ficou por conta de Neymar. O agora jogador do PSG tentou reproduzir na seleção o que vem fazendo no seu clube. Tomou conta das ações, flutuou por todo campo de ataque e tentou resolver a partida. O problema é que a forte marcação equatoriana o perseguiu, bateu, o juiz foi omisso e a velha irritação voltou. Para piorar, Neymar jogou muito distante da área, o que acabou fazendo com que Gabriel Jesus jogasse isolado e que poucas vezes as jogadas do camisa 10 levassem perigo. Sua característica principal sempre foi carregar a bola e tentar o drible, mas longe da área ele será caçado. Perto ou dentro da área, a falta será sua aliada. Faltou um pouco de inteligência no jogo, o que eu acredito que deve ser corrigido para o próximo jogo.

A verdade é que o Brasil voltou a ser temido. Só que esse respeito trouxe junto velhas dificuldades que há algum tempo a seleção não encarava: times muito retrancados, equipes jogando por uma bola e poucos espaços para criação de jogadas. Até por isso, foi bom ver Tite sendo arrojado e colocando Coutinho centralizado, além de lançar Luan na vaga de William. Esse será um dos cenários que o Brasil deve encontrar na Copa, principalmente nas primeiras partidas da campanha rumo ao hexa.

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