Slice – A redenção de Sloane Stephens

O US Open terminou nesta última semana, com grande destaque para a vencedora da chave feminina, Sloane Stephens, de 24 anos. Ela, aos 20 anos de idade, era a 11ª no ranking a WTA, e a única top 30 no circuito feminino abaixo dos 22 anos de idade. Já era de se imaginar um grande futuro para alguém assim, certo? Mas a história de Stephens deu algumas voltas até a sua maior consagração.

Após campanhas inconstantes, Sloane fechou o ano de 2016 na posição de número 36 no ranking feminino. Mas, desde agosto a tenista não entrava em quadra devido a uma fratura no pé, lesão que a manteve fora de combate até o início de Wimbledon. Sloane Stephens enfrentou a sala de cirurgia apenas no dia 23 de janeiro deste ano, e após todo o tratamento necessário para seu retorno, ela voltou a entrar em quadra 10 meses depois desta lesão.

Após derrota na primeira rodada na grama do All England Club e a queda de seus pontos conquistados no torneio ano passado, Stephens foi parar na posição 957 entre as tenistas da WTA. Tendo novamente que escalar o ranking, Stephens contou com dois wild cards em torneios maiores para iniciar sua recuperação. No primeiro torneio, derrota na estreia de Washington para a então número 2 do mundo Simona Halep.

Veio então o Premier de Toronto, e Stephens alcançou a final despachando no caminho nomes como Kvitova e Kerber, parando apenas em Carolina Wozniacki. 350 pontos para ela no ranking e quase 800 posições a mais, fechando aquela semana como a tenista número 151 do mundo.  Em Cincinnati, último teste antes do US Open, outra grande campanha de Stephens, que atingiu a semifinal após derrotar novamente Kvitova e só caiu para Halep. E assim foi Sloane Stephens, desde sua volta de lesão, para o último Grand Slam da temporada: 8 vitórias nos últimos 10 jogos, e um salto no ranking da posição 957 para a 83.

Logo na primeira rodada, duelo duro contra a italiana Roberta Vinci, finalista do torneio em 2015 e atual 47ª no ranking da WTA. Vitória em sets diretos, 7/5-6/1. Seguindo, vitória em 3 sets contra Dominika Cibulkova, cabeça de chave número 11 do torneio. Para atingir as quartas de final, Stephens superou também Ashleigh Barty e Julia Georges, respectivamente 43 e 33 do mundo.

Já com a sua melhor campanha no torneio de Nova York, Stephens derrotou Anastasija Sevastova (17ª no ranking) para chegar entre as 4 finalistas. Nas semis, confronto contra Venus Williams. A veterana não foi párea para a juventude de Sloane, que venceu em 3 sets. E então, pouco mais de 1 ano após a lesão, Sloane Stephens enfrentaria o maior jogo da carreira.

Do outro lado, Madison Keys. Número 16 do mundo, mas que já havia enfrentado duas operações no punho em 2017. Outra história de superação. Só que nada impediria Stephens de se consagrar como a primeira americana que não tenha sobrenome Williams campeã de um Grand Slam desde 2002. Vitória fácil por 6/3-6/0 e primeiro título na carreira de um torneio deste porte para a ainda jovem tenista de 24 anos, mas que volta agora ao top 20 e tem todo o restante do ano para somar pontos e subir ainda mais no ranking. Em 5 semanas, ela já ganhou 940 posições. Não duvide que ela vá angariar mais algumas.

Geisson Pereira Miranda

Mineiro, 21 anos. Estudante de Administração na Universidade Federal de Ouro Preto. Acompanha especialmente basquete, futebol americano, tênis e, claro, futebol.

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