Turnover – Que diabos acontece com os Chargers?

(Jon SooHoo/UPI)

Perder, na essência da palavra, é não obter sucesso em algo. Muitas vezes, pode ser obra do acaso, um mal planejamento ou simplesmente da famosa sorte (ou falta dela), a quem acredita nisso. Mas como você definiria a equipe do Los Angeles Chargers que, desde a época de San Diego, vem perdendo grande parte dos jogos por uma pequena margem de pontos desde a temporada passada.

A análise dos números assusta. São 10 dos últimos 11 jogos perdidos, contando com a temporada passada, por 3 pontos ou menos. O pior são as situações em que a equipe se coloca na partida, deixando a vitória escapar por pouco. A bola da vez nas críticas da torcida e dos analitas recai sobre o kicker sul-coreano Younghoe Koo, calouro que falhou incrivelmente nos últimos dois jogos, deixando o jogo escapar das mãos dos Chargers contra os Broncos e os Dolphins.

Antes dele na temporada passada na qual a equipe começou 1-5 e que poderia ter um início de temporada bem melhor com um recorde positivo visto que ocorreram diversas trapalhadas que contribuíram significativamente para o insucesso do ano passado. Segundo o Wall Street Journal, a chance dos Chargers terem perdido todos os 5 jogos na qual estava liderando no último quarto eram de um em 30 milhões. Aconteceu.

Trapalhadas que vão desde a interceptações e chamadas extremamente conservadoras à erros de field goals, fumbles e o famoso erro do holder ao não segurar a bola para o field goal diante do Raiders ano passado. Tudo isso somada a série de lesões que assolam a equipe, tirando bons jogadores do campo. Ano passado, o técnico Mike McCoy acabou pagando o pato e foi demitido após mais uma campanha negativa nos Chargers. Anthony Lynn chegou para revolucionar a equipe, mas os problemas seguem se repetindo. Até quando?

O que parece é que a equipe está pronta para vencer, mas falta um “algo a mais”. As ferramentas estão lá, os playmakers, os treinadores, o talento. Mas ainda assim, assistir os Chargers ainda nos faz sentir que falta algo para vencer. Uma faísca. Como encontrar isso? Difícil de explicar. Normalmente isso nasce com a equipe, em sua formação. Acrescentar isso com o “carro andando” é bem mais complicado, principalmente quando não se sabe exatamente como fazer isso.

É visível o talento no roster dos Chargers. A equipe conta com uma defesa dominante, principalmente no seu front seven. Mesmo com pequenos problemas na secundária, a equipe tem talentos no setor e, em tese, se beneficia do pass rush eficiente. O ataque magistralmente comandado por Phillip Rivers, conta ainda com Antonio Gates, Keenan Allen e Melvin Gordon, também mostra bastante força e capacidade de marcar pontos. Os Chargers precisam recuperar o “algo a mais” rápido, se quiserem se manter na briga na divisão oeste, a melhor da AFC.

Remisson Negreiros

Um brasileiro, louco por NFL e adora uma boa discussão, fala umas groselhas em outros sites. e no twitter @remissonplay10

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