UMA RAZÃO PARA VIVER #12 – A receita da vergonha

Olá torcedor(a) rubro-negro(a)! No texto de hoje eu vou lhe ensinar como preparar/ser uma vergonha.

Ingredientes: Sport, Diego Souza, apatia, Vanderlei Luxemburgo, diretoria e torcida do Sport.

Primeiro passo: pegue um recipiente grande, tão grande quanto o campeonato brasileiro. Só ele caberá uma vergonha do tamanho que queremos.

Segundo passo: unte o recipiente com o Sport, aquele time que tava encantando no início do campeonato e chegou a entrar no G-6. Adicione um Diego Souza convocado por Tite para a seleção brasileira.

Terceiro passo: Adicione um Vanderlei Luxemburgo, que fez o time jogar bem e tava calando a boca dos críticos, mostrando que não estava acabado como muitos achavam. O Luxemburgo que dava esporro em todo mundo parecia ter ficado no passado e agora temos um Luxa que sabe gerir um elenco sem arrumar problemas. Misture bem todos esses ingredientes. A aparência do preparo parecerá bem promissora.

Quarto passo: Com essa boa aparência, coloque um pouco da ilusão que a torcida do Sport tava quando o time mostrou que poderia chegar longe no campeonato,

Obs.: Daqui para frente muita coisa mudará. Tente acompanhar o raciocínio.

Quinto-passo: Aquele mesmo Diego Souza que estava bem e foi convocado para a seleção arrumou um problema particular que coincidiu com uma negociação com o Palmeiras. Desde então, ele nunca mais foi o mesmo. Adicione a isso a paciência da diretoria do Sport para que tudo se resolvesse e a tensão da torcida aguardando o desfecho de tudo.

Sexto passo: Diego se tornou um jogador apático em campo. Mesmo assim, o time ainda rendia um pouco. Porém, a apatia tomou conta do time inteiro (salvo as poucas exceções: Magrão, André e Patrick). Aquela boa aparência que o Sport tinha foi embora e nunca mais voltou. Aquele Luxa que calou os críticos voltou a ser alvo de críticas justíssimas quando não conseguiu consertar os problemas apresentados por seu time.

Sétimo passo: Quase no fim do preparo, adicione atuações PATÉTICAS contra Corinthians, Ponte Preta, Cruzeiro, Grêmio e Avaí. Também coloque uma aproximação perigosa da zona de rebaixamento e um distanciamento técnico do G-6. Ah, não esqueça de acrescentar um esporro monumental que Luxemburgo deu no time após a goleada por 5-0 do Grêmio

Último passo: Adicione a diretoria do Sport. Mesmo com todos esses problemas, os caras chegam do nada e renovam o contrato de Luxemburgo logo após a goleada do Grêmio.

O resultado de toda essa história foi visto no jogo contra o Avaí. Time perdido, sem confiança, jogadores chave com atuações apáticas e patéticas e ainda por cima as mudanças sem sentido (ou até a ausência de mudanças pré-jogo) de Luxa = mais uma derrota em casa.

Essa renovação foi a gota d’água da temporada, pelo menos pra mim. Analisando bem ela se assemelha ao que foi feito com Falcão ano passado. Treinador com “grife”, certa admiração pela pessoa do treinador por parte da diretoria e mais um que foi engenheiro de obra pronta. Falcão chegou em 2015, pegou o time que era de Eduardo Baptista que tinha entrado em parafuso e concluiu a temporada “em alta”. No ano seguinte, quando precisou montar o time e dar sua cara à equipe, foi aquela palhaçada. Já Vanderlei Luxemburgo é mais do mesmo: pegou o time que era de Ney Franco e que tinha sido de Daniel Paulista, fez ele render bem mesmo sem tempo para trabalhar efetivamente, pois o Sport jogava praticamente a cada três dias. Mas, quando esse tempo chegou, o time entrou em parafuso e não rendeu mais, presenteando a torcida com umas atuações horríveis. E o pior: algumas delas contra times que no papel são piores que o Sport, como o Avaí.

Normalmente a criação de um “fato novo” como a troca do técnico poderia mudar esse quadro, mas aí nós lembramos da recente renovação e de que provavelmente Luxemburgo não sairá. Então amigos, sinto muito em lhes dizer, mas não vejo nenhuma saída desse espiral que o Sport entrou. Só nos resta torcer que algo venha e mude o quadro atual do Sport Club do Recife.

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