Backcourt NBA – Cleveland Cavaliers e os “vovôs” que prometem

(Foto: reprodução/SportCenter ESPN)

A Influencia de LeBron James nos Cavs é inegável e podemos dizer que ele está montando o seu time em Cleveland. Um bom exemplo disso é a chegada de Dwayne Wade em Cleveland. Após a troca de Jimmy Butler para os Timberwolves, o camisa 23 já procurou Wade para “testar a temperatura”, em palavras do próprio parceiro de Lebron, que ainda disse “então ele me procurou novamente depois e disse: ‘Eu não sei o que você vai fazer. Eu não sei o que você está pensando. Mas se acontecer alguma coisa em Chicago e vocês decidirem se separar, acho que você deve realmente considerar vir para Cleveland'”, disse Wade em entrevista.

Fato é que, tempos depois, se concretizou a ida de Wade para Cleveland. O elenco agora conta com uma média de idade bastante avançada, o que pode ser uma faca de dois gumes. Contando no roster atual, os Cavs possuem 9 jogadores com mais de 30 anos: Jeff Green, JR Smith, Kendrick Perkins, LeBron James, Channing Frye, Dwyane Wade , Kyle Korver, Jose Calderon e Richard Jefferson. O questionamento dos analistas fica por conta do fôlego da equipe. Será que a famosa “panelinha” vai fazer a diferença mais uma vez? Os trintões irão suportar o ritmo de uma temporada desgastante e chegarem inteiros na pós temporada.

É fato que, geralmente quando se montam times de uma temporada, eles tendem a ir longe, mas não tem longevidade. Essas equipes que ligam o modo “all-in”, se mal administradas, podem levar a franquia a tempos de marasmo (oi, Lakers…). Por consequência, os GM’s fatalmente serão obrigados a realizarem, num médio prazo, o famoso “Rebuild”. Num período em que o salary cap da NBA vem crescendo cada vez mais, talvez esteja cada vez mais difícil implantar uma reconstrução de franquia via draft, mas isso é assunto para uma outra coluna.

O ritmo da temporada é bastante puxado e alguns desses nomes não são mais nem sombra do que já foram no passado. Tanto tecnicamente, quanto fisicamente, será que as novas aquisições, junto com antigos medalhões, serão capazes de bater de frente com o basquete veloz e, possivelmente, de melhor transição atualmente? Numa série contra o Golden State Warriors ou  mesmo contra um Oklahoma City Thunder que possui jogadores com características dessa nova NBA, predominantemente de small ball, os Cavs terão a intensidade necessária para aguentar o ritmo de transição imposto? Conseguirão impor o seu ritmo? É preciso lembrar que alguns nomes como Wade e Rose se destacaram quando a NBA tinha um estilo de jogo um pouco mais “cadenciado”, ainda que sejam grandes jogadores para os padrões atuais. Talvez a fórmula do sucesso seja impor o ritmo de jogo e não cair na correria dos garotos.

Remisson Negreiros

Um brasileiro, louco por NFL e adora uma boa discussão, fala umas groselhas em outros sites. e no twitter @remissonplay10

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