Backcourt NBA – Os planos se alteram em Boston mais uma vez

(Foto: Twitter oficial Boston Celtics)

A primeira semana da NBA começou com a bruxa das lesões a solta. Chris Paul, Derrick Rose, Milos Teodosic, Jeremy Lin estão entre os jogadores que já entraram no estaleiro e perderão semanas (ou a temporada inteira, no caso de Lin). Mas talvez a mais chocante tenha sido mesmo a que ocorreu 5 minutos depois da bola subir no primeiro jogo, na terça passada. Ao subir para uma ponte aérea, Gordon Hayward caiu de mal jeito fraturou o tornozelo numa imagem muito forte. Uma fatalidade que, até certo ponto, “brochou” quem acompanhava o jogo.

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Lesão que afeta diretamente o planejamento do Boston Celtics, talvez o time que mais tenha sofrido alterações nesse aspecto desde o fim da temporada passada. Trocas no draft, a própria contratação de Hawyard e a troca de Thomas por Irving foram os principais gatilhos para essas modificações de pensamento, táticas e técnicas que a equipe comandada por Brad Stevens teve durante a off season. E, depois da estréia, o plano de jogo certamente sofrerá alterações drásticas novamente.

Uma das movimentações mais frequentes que o ataque dos Celtics demonstrava durante a pré-temporada e também no jogo contra os Cavs (para nos fixarmos em apenas uma nesse post) era Horford de costas para a cesta na cabeça do garrafão (em alguns momentos, até na linha de três pontos) com a bola nas mãos. Nesse momento, Hayward e Irving cruzavam, um pela frente e um por trás ou os dois pela frente de Horford, com um ficando com a bola e outro movimentando-se em direção a cesta. Essa movimentação, dificultava a defesa adversária, pelo simples fato da inteligência e visão de jogo do ala e do armador que poderiam, a partir desse ponto, definir-se por infiltração, arremesso de três, ponte aérea, tudo isso dependendo de suas leituras da defesa adversária.

Kyrie Irving precisará agora ser o líder da equipe dos Celtics

Sem Hayward, caberia essa movimentação aos jovens Tatum e Brown, que ainda não dominam totalmente a leitura adversária para conseguir criar essas situações de arremesso. São bons jogadores sem dúvida alguma, mas ainda demandam tempo para serem referências ofensivas. Dessa maneira, novamente Brad Stevens terá que queimar os neurônios para acertar a movimentação ofensiva e defensiva do Celtics.

Mesmo num Leste claramente mais fraco que o Oeste, a pretensão da equipe de Boston na temporada era desafiar os Cavs pelo título da conferência. Tarefa que ficará mais complicada, mas pode ser muito boa para Irving crescer em liderança de jogo e Tatum ganhar minutos e experiência fundamental para se transformar no grande jogador que se espera dele em Boston desde o draft. Lesões são sempre lamentáveis, mas fazem parte do esporte. Agora é ver como os Celtics se sairão dessa.

 

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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