Por que as contratações milionárias não dão certo no Brasil?

(Foto:  Jales Valquer)

Texto: Linekher de Andrade

O início de 2017 ficou marcado pela impactante contratação de Miguel Borja junto ao Palmeiras. O alviverde, com o apoio de seu patrocinador (Crefisa), desembolsou cerca de R$ 33 milhões para tirar o atacante do Atlético Nacional, onde foi campeão da América.

Desde a sua chegada, Borja atuou em 37 partidas pelo Palmeiras e marcou apenas 7 gols, média de 0,18 gols/jogo. O desempenho não chega nem perto do esperado e o atacante colombiano vem sendo tratado como a pior contratação da história do clube.

Visto o desastre que é, até aqui, a contratação do Borja, facilmente outros nomes são lembrados e vêm à tona. As compras de dois atacantes badalados podem ser comparadas com o negócio palmeirense. São elas: Alexandre Pato, no Corinthians, e Leandro Damião, no Santos.

Pato, no Corinthians, e Leandro Damião, no Santos, foram negócios que claramente não corresponderam em campo nos seus respectivos clubes. E Borja, também não entregou ainda o que esperavam dele. Sendo assim, surge a questão: por que 3 das 4 contratações mais caras do futebol brasileiro fracassaram?

Há inúmeros caminhos para responder a questão: pressão, supervalorização, confiança, esquema, momento, etc. Todos esses fatores têm relação com os casos de Damião, Pato e Borja. Abaixo cada contratação detalhada:

Leandro Damião – Santos

(Foto: Globoesporte.com)

Contratado em dezembro de 2013 por R$ 41.6 milhões, o atacante Leandro Damião foi a principal aposta do Santos após a saída do craque Neymar. Esperança de gols do peixe, o centroavante não correspondeu em campo e terminou a temporada de 2014 com apenas 11 gols em 44 jogos.

Vários fatores podem ter contribuído para o fracasso, mas o principal deles é que o Santos apostou alto em um atacante que já apresentava uma queda de rendimento. Em 2013, no Internacional, Damião não conseguiu repetir o bom desempenho de 2011 e 2012. O centroavante jogou 48 vezes e marcou apenas 13 gols, números bem parecidos com os do alvinegro praiano.

Alexandre Pato – Corinthians

(Foto: Corinthians / divulgação)

Principal contratação do Corinthians pós-mundial, Pato custou 40,5 milhões de reais aos cofres alvinegros. O desempenho do atacante não foi dos piores, foram 62 jogos (57 em 2013 e 5 em 2014) e 17 gols, terminou o ano de 2013 como vice-artilheiro do time, ficando atrás apenas do titular Paolo Guerrero, com 18 gols.

Talvez o fracasso da contratação tenha sido após a eliminação na Copa do Brasil, com o pênalti decisivo que o Pato perdeu. Quando contratado, o cenário era que o Corinthians tinha contratado um craque, mas precisava fazê-lo jogar, visto que o jogador vinha de vários anos convivendo com lesões. Porém, o atacante voltou a atuar com frequência, mas encontrou um time em baixa e não teve muita sequência no clube.

Três das quatro maiores contratações do futebol brasileiro não renderam (exceção da maior delas, Tevez pelo Corinthians), cada qual com sua história. Fato é que, quando anunciados, pareciam grandes reforços, sem muita contestação. Talvez, de 2018 em diante, os clubes avaliem muito mais antes de tentarem qualquer investimento alto.

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