Seleção Brasileira – Era o que tinha pra hoje

Foto: Aizar Aldes/AFP

Brasil e Bolívia já não era um jogo de muitos atrativos, pela qualidade técnica dos bolivianos e pela falta de motivação esportiva para o encontro. O Brasil, já classificado, não tinha mais o que buscar. A Bolívia, bem como a Venezuela, já está eliminada e não vislumbrava nada a não ser conquistar pontos contra a seleção mais forte do continente. Para piorar, o fator altitude atrapalha demais qualquer análise de partida de futebol, devido as condições sub-humanas em que as partidas são disputadas.

Dentro dessas circunstâncias, fica difícil tecer qualquer tipo de análise mais aprofundada da partida em si. O jogo foi “o que teve pra hoje”. E dentro dessas condições, eu particularmente gostei da postura do Brasil, apesar de alguns sustos, principalmente no primeiro tempo. O principal destaque da partida foi o goleiro boliviano, que defendeu várias finalizações perigosas do Brasil, inclusive duas com o rosto.  Operou milagres em sequência e garantiu o “bicho” da rapazeada em La Paz. O resultado de 0x0 não conta o que foi a partida.

Mesmo sem poder imprimir o seu ritmo de pressão intensa, devido aos fatores externos, o Brasil conseguiu controlar a partida em boa parte do tempo. Com toques rápidos, a equipe chegava bem no ataque e teve chances de marcar com Neymar e Gabriel Jesus. A Bolívia tentava se aproveitar da vantagem da altitude e arriscava vários chutes de fora da área. Em um deles, a bola bateu na travessão e não entrou por sorte. Mas o segundo tempo foi todo brasileiro, que claramente não forçou demais por conta da questão física e o temor de ser pego desprevenido por uma correria boliviana no final do jogo.

O destaque da partida foi Neymar. Sim, o jogador mais caro do mundo subiu o morro e foi jogar lá em cima da montanha, sem frescura. E o melhor, jogou bem. Correu bastante, tentou tabelas, jogadas individuais, finalizou, tentou, buscou assistir os companheiros, enfim. Fez o que um pretenso melhor do mundo tem de fazer se quiser atingir essa honraria individual. O destaque negativo da partida foi Thiago Silva. Não pelo futebol, mas pela lesão na coxa, que o tirou muito cedo do jogo na sua maior oportunidade na Seleção com Tite. Claramente o técnico queria observar a dupla com Miranda, mas Thiago acabou tendo que sair. Marquinhos deve voltar contra o Chile, no último jogo das Eliminatórias.

No mais, mesmo com a disparidade da altitude, ficou claro que o Brasil está muito acima das outras seleções do continente. Após o jogo contra o Chile, é a hora de se testar contra grandes seleções da Europa, como a Alemanha, que é o confronto confirmado.

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