Seleção Brasileira – Próximos passos

(Foto: Mauro Horita/Mowa Press/Divulgação)

A vitória sobre o Chile só confirmou o que vínhamos afirmando nas colunas anteriores da seleção brasileira. A equipe de Tite está encaixada e está num nível acima das outras nove do continente. Todas as equipes da América do Sul estão devendo futebol no comparativo com o Brasil, que sai das eliminatórias como um força concreta para disputa do título mundial na Rússia. Mas até chegar lá, a equipe terá de dar mais alguns passos precisos se quiser seguir firme nesse objetivo.

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Tite conseguiu incutir na cabeça dos jogadores que o jogo de hoje era uma decisão e que, como tal, deveriam jogar ligados e com um alto nível de concentração se não quisessem ser surpreendidos pelo atual bicampeão da América. O Brasil jogou como Brasil, soube controlar o jogo e se aproveitar do desespero adversário, que precisava manter o empate para se garantir, ao menos, na repescagem para a Copa do Mundo. Em nenhum momento, o gol defendido por Éderson sofreu grande ameaça. O Brasil conseguiu neutralizar bem Alexis Sánchez, com uma grande partida de Daniel Alves.

Para coroar essa ótima atuação, o lateral-direito deu início ao primeiro gol, após batida de falta onde Bravo bateu roupa. Paulinho pegou o rebote e empurrou a bola pro fundo das redes. O Chile se lançou todo ao ataque, de forma desordenada, e acabou pagando muito caro pelo desespero: dois gols de Gabriel Jesus, que acabaram tirando ‘La Roja” do mundial. Festa no Allianz Parque repleto, que foram responsáveis pela maior renda da história do futebol brasileiro, mais de 15 milhões de Reais. A partida deve marcar a “despedida” da seleção no Brasil em 2017 teve um final feliz para a torcida, que viu a equipe dar mais um show de bola.

Agora, o foco são os amistosos que irão servir para duas grandes dúvidas do glorioso Adenor Bacchi. A primeira sobre o nível dos brasileiros no cenário mundial. Para isso, os jogos contra Inglaterra e Alemanha serão cruciais para análise do comportamento de nossa seleção diante de adversários de alto gabarito e que estão no primeiro escalão do futebol mundial. Algumas dúvidas que ainda passam pela minha cabeça e talvez a de Tite são: a nossa defesa é isso tudo mesmo ou teve méritos de segurar os ataques adversários nas eliminatórias? E o nosso meio campo, principalmente Renato Augusto, terá o dinamismo suficiente para encarar jogos grandes?

Como venho pedindo a algum tempo, ainda acredito que devem haver testes. Ainda que o momento não seja mais de realizar mudanças radicais no time, vejo necessidade em mexer em poucas peças e analisar quem pode ou não fazer parte do grupo, dentro das poucas vagas que imagino que Tite tenha disponível para o grupo de 23 que irá tentar o hexacampeonato na Rússia. Sempre há espaço para crescimento. Os talentos estão aí e Tite está sabendo aproveitá-los. Não é hora para descansar.

 

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