Slice #2 – O que esperar de Bia Haddad Maia em 2018?

(Foto: Cristiano Andujar/CBT)

Bia Haddad Maia é, sem dúvidas, a maior esperança do tênis feminino brasileiro para os próximos anos do circuito da WTA. Na verdade, já podemos considerar Bia uma realidade. A tenista paulista foi 15ª do mundo enquanto juvenil e, entre 2009 e 2012, venceu por quatro vezes o prêmio de melhor tenista juvenil do país. Aos 15 anos de idade, venceu seu primeiro profissional de tênis, um ITF de US$10.000 disputado em Goiânia.

Já com 4 ITFs conquistados entre as profissionais e entrando no top 300 do ranking profissional aos 17 anos, a brasileira começou a sofrer com lesões no final de 2013. Problemas no ombro e na coluna de Bia acabaram atrasando um pouco de seu desenvolvimento. O ano de 2014 não se iniciou tão bem, e Bia sofre sua pior queda no ranking, atingindo o posto de número 586. Porém, o que não aconteceu no primeiro semestre ocorreu no segundo e, mesmo sem títulos, Haddad Maia conseguiu grandes campanhas em ITFs maiores e atingiu o até então melhor ranking da sua carreira, 234ª do mundo.

No WTA do Rio de Janeiro de 2015, Bia finalmente começou a aparecer para o mundo. Mesmo com apenas 18 anos, a paulista alcançou as quartas de final e teve 3 match-points para eliminar Sara Errani, à época 16ª do mundo. Alcançou novamente seu melhor ranking, chegando à 168ª posição, mas novamente sentiu uma lesão no ombro e perdeu todo o restante da temporada. 2016 foi um ano parecido com 2014, onde Bia variou entre muitas derrotas e o posto de 367 do mundo e dois títulos em novembro, alavancando-a novamente para o top 170.

2017 deveria ser o ano da consolidação de Bia Haddad Maia no circuito, e foi justamente o que aconteceu. Logo em seus dois primeiros torneios no ano, título de um ITF e jogo duro contra Venus Williams no WTA de Miami. Após isso, veio uma grande gira européia, com o maior título da sua carreira (ITF $100.000 de Cagnes-sur-Mer) e ótimos jogos em torneios de nível WTA, incluindo a primeira vitória de uma brasileira sobre uma tenista top 20 desde 1989 (após vitória sobre Samantha Stosur, 19ª), fazendo com que Bia atingisse pela primeira vez um lugar entre as 100 melhores tenistas do mundo.

Com confiança, fura o quali de Roland Garros, entra direto em Wimbledon e dá trabalho para a número 2 do ranking Simona Halep na competição. Após o US Open e algumas semanas de treinos na Flórida, ela alcançou sua primeira final em um torneio de nível WTA em Seul, perdendo para a top 10 Jenela Ostapenko após vencer o primeiro set na decisão. Nesta semana, Haddad Maia disputa o WTA de Luxemburgo, o primeiro torneio deste porte em que a paulista é cabeça de chave e uma das principais favoritas ao título da competição.

O ano de 2018 se iniciará com muita expectativa em relação ao que Bia Haddad Maia pode almejar. Ela já demonstrou ter tênis para se consolidar entre as melhores 50 tenistas do mundo, mesmo aos 21 anos de idade. O problema maior é o fato de que um ano de 2017 tão bom cobrará um 2018 de mesmo nível, caso contrário pontos preciosos serão descartados no ranking da tenista paulista. Mas, vivendo a melhor fase da carreira e tão jovem, não tem como não ter boas esperanças ao ver o potencial de Bia Haddad Maia!

Geisson Pereira Miranda

Mineiro, 21 anos. Estudante de Administração na Universidade Federal de Ouro Preto. Acompanha especialmente basquete, futebol americano, tênis e, claro, futebol.

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