VIBRANTE E FORTE #2 – Precisamos falar sobre o Marcelo Boeck

Por: Rafael Alves (@rafaelfec_)

Chegamos à decisão. O assunto desta publicação não é esse, mas, em alguns momentos, o texto pode nos levar à tal caminho percorrido nesta Série C. Um campeonato diferente dos demais que participamos. Antes de irmos direto ao ponto, também preciso afirmar que não retrataremos nada sobre o Leandro Cearense, o 9 do Hexa.

Muita gente comenta que o “gol do acesso” foi marcado pelo Bruno Melo, ainda na primeira partida. É certo afirmar que o lateral encaminhou o nosso acesso ao converter o pênalti, mas por quê não lembrar do nosso goleiro? Ao longo desse texto iremos pensar sobre isso.

Ainda na primeira fase, quando o nosso time passava por uma situação adversa, Marcelo Boeck era o encarregado em falar nas entrevistas após as partidas. O capitão era quem tinha o dever de falar pelo grupo, que vivia um momento difícil e corria o risco de perder a classificação para a fase final.

Nem só de imagem e de conversas um ídolo é construído. Em campo, Marcelo Boeck foi responsável por atuações inesquecíveis nesta Série C. Ainda na última rodada da fase de grupos, nos salvou por três vezes contra o Moto Club. O gol marcado por Ronny, naquela partida, não ofuscou o brilho da performance do goleiro.

Contra o Tupi, próximo do final da primeira etapa, veio aquela defesa na cabeçada de um zagueiro do time mineiro. Boeck garantiu a igualdade no placar e transmitiu segurança para nós. A defesa passou a mensagem de que tudo seria diferente. Assim, no segundo tempo, construímos a vantagem.

Em Juiz de Fora, na segunda partida contra o Tupi, parecia que tudo estava encaminhado, até acontecer o gol da equipe da casa. Em seguida, duas chances. A primeira, num chute de longe, Boeck espalmou para a linha de fundo numa defesa espetacular. Me disseram que foi de encher os olhos. Sim, me disseram. Na arquibancada do estádio Mário Helênio, eu apenas fechei os meus e torci. Fiz isso também na oportunidade perdida por Romarinho, na cara do gol, e o capitão segurou.

Não tivemos um “gol do acesso” naquela partida, mas tivemos Marcelo Boeck. Duas defesas impressionantes. E não parou por aí. Contra o Sampaio Corrêa, no último sábado, mais uma exibição de encher os olhos, e mais uma atuação de tirar o fôlego por parte da equipe.

Não é fácil se tornar ídolo, principalmente num grande clube. Um ídolo é construído, como uma história similar à filmes, novelas e afins. Marcelo Boeck, diante de sua postura e trajetória com a camisa 1 e a faixa de capitão do Fortaleza, vem escrevendo uma linda história. A primeira parte pode terminar com o título brasileiro. Só não desejo que seja nos pênaltis porque não tenho herdeiro para o Cantinho do Torcedor do Fortaleza.

Saudações Tricolores! Bora, Leão!

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