VIBRANTE E FORTE #6 – Dever cumprido

Por: Rafael Alves (@rafaelfec_)

Acabou. Não conquistamos o título, mas o acesso deixou a sensação de vitória. Um elenco desacreditado, time limitado e o fim do martírio concretizado. O vice campeonato veio apenas para coroar essa campanha inesquecível. Inicialmente, parabenizo diretoria, elenco e comissão técnica pelo feito nesta Série C.

Sem dúvidas, queríamos a taça. Acreditamos até fim. Conquistou o melhor time da Série C, incontestavelmente. Parabéns ao CSA pelo título. Mais um para a rica galeria do futebol nordestino. Se algum torcedor do Fortaleza ficou com raiva do time ou da diretoria, melhor repensar e rever os conceitos de si.

Agora, nos resta começar a pensar em 2018. Ano do centenário do clube. O primeiro objetivo foi alcançado. Ano que vem, uma das grandes metas será um novo acesso, desta vez para Série A. Claro, é cedo para pensar. Precisamos de um passo de cada vez, mas isso não impede nada de pensarmos um pouco sobre as pretensões do Fortaleza para o período mais importante de sua história.

Ninguém faz

O Fortaleza começou bem, queria tomar conta das ações ofensivas, uma vez precisando marcar gols. Mesmo assim, a primeira chance clara do jogo foi do CSA. É inevitável falar sobre a superioridade técnica e individual do time alagoano.

Mantendo a linha, vamos falar sobre o nosso ataque. Leandro Cearense e Hiago, no início, estavam bem, mas a capacidade de perder gols de ambos é impecável. O primeiro teve a oportunidade de finalizar livre, mas chutou fraco e rasteiro, facilitando para o goleiro. O último, apesar do impedimento mal marcado, na minha visão, também teve a chance e chutou por cima. Espero que tenha sido o nosso último estresse com isso.

Ronny também tentou. Um chute forte, rasteiro, de longe, o goleiro não segurou. Na sobre, ele, o camisa 9 do Hexa, Leandro Cearense, deu de calcanhar para ninguém. O que mais me impressionou foi o mesmo reclamando, não sei com quem e o motivo, mas achou ruim.

Entreguem qualquer coisa para o Boeck

Sério, não há como não falar sobre isso. Marcelo Boeck salvou o Fortaleza, mais uma vez. O CSA foi infinitamente superior no segundo tempo. O Fortaleza só teve a chance na cabeçada do Adalberto. Depois, o time alagoano foi superior.

Tanto na cabeçada do Jorge Felipe quanto no chute do Rafinha, Marcelo Boeck operou milagre. Duas defesas sensacionais. A segunda, por exemplo, lembrou aquela maravilhosa intervenção contra o Tupi, em Juiz de Fora. E quando não tínhamos o capitão, a sorte jogou por nós para não fazer o CSA balançar a rede.

Façam qualquer coisa para o Marcelo Boeck. Ele precisa ser reconhecido, homenageado e afins. O que ele fez pelo nosso Leão ao longo do ano foi histórico. Há muito tempo não tínhamos um jogador de caráter e personalidade, que deu a cara para bater nos momentos difíceis e demonstrou em campo sua capacidade e dedicação pela equipe. Não há palavras para Marcelo Boeck.

Estamos de olho

Vamos acompanhar, nos próximos dias, a postura da diretoria. Não podemos ir à Série B com mais de 80% deste elenco. Não se pode jogar uma segunda divisão com Leandro Cearense, Hiago e mais alguns que vamos analisar nos próximos textos.

Finalizando

Valeu, Leão! O título não veio, mas o orgulho da equipe foi mantido! Estaremos contigo em 2018.

Bora, Leão!

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