VIVO ESSA PAIXÃO #12 – Roger, o artilheiro da vida

No dia 30 de outubro, uma notícia comoveu o Brasil. O nosso camisa 9 foi diagnosticado pelo departamento médico do clube e ficou constatado um tumor renal. Diversas manifestações de jogadores, clubes; foram atrelados à hashtag #ForçaRoger.

E agora?

Roger não joga mais na temporada e se submeterá a uma cirurgia nos próximos dias. Médicos consideram a chance de cura alta. O mais provável é que seja feita uma nefrectomia parcial — em que apenas uma parte do rim é retirada —, pois o tumor tem apenas três centímetros e está no polo inferior, ou seja, longe do centro. O tumor é classificado pelo tamanho T1 (menos grave).

Para a nefrectomia parcial, existem duas possibilidades mais prováveis: a cirurgia videolaparoscópica e a robótica. Nos dois casos, são feitas apenas pequenas incisões no paciente, sem precisar de abertura. A diferença é que, na videolaparoscópica, o cirurgião está em contato direto com a pinça. Na robótica, o cirurgião comanda o robô, e é este quem está em contato com a pinça.

A recuperação deve ser mais rápida, o pós-operatório dos pacientes em estágio inicial se resume em repouso, recuperação de 60-90 dias, provavelmente volta na pré-temporada.

Renovação de contrato

Nos últimos dias, fontes próximas informaram que o presidente procurou os agentes do jogador. Seu vínculo vai até Dezembro desse ano, o Botafogo quer mais um ano de contrato e uma cláusula automática de renovação. Artilheiro do clube com 17 gols no ano sendo 10 no campeonato brasileiro, Roger é sinônimo de raça, garra e sempre joga com amor à camisa.

Por Marco Eduardo

 

2 de Novembro do ano de 2016, o Botafogo ainda disputava uma vaga para a tão sonhada Taça Libertadores, quando surge na mídia um burburinho. Botafogo fechara sua primeira contratação para Temporada 2017. Roger, artilheiro da Ponte Preta com 23 gols assinalados.
Até então ainda não se sabia qual torneio o clube da Estrela Solitária realmente disputaria no próximo ano, mas o jogador já contava com a confiança do técnico Jair Ventura. Choveram críticas sobre a vinda de um atleta que rodou por vários clubes sem nunca se firmar. Mas, o que ninguém sabia é que o Botafogo estava trazendo mais que um atleta…

Suas primeiras partidas não empolgavam, gerando desconfiança em boa parte da torcida, porém era nítida a entrega e o esforço para desempenhar cada vez melhor. E foi se esforçando, trabalhando e marcando gols decisivos em clássicos que Roger foi ganhando espaço no elenco alvinegro. Suas boas atuações já abafavam os comentários contrários.

   Para selar o casamento entra Rajada e a torcida veio a história da menina Giulia, deficiente visual, filha de um homem que lutou e rodou o mundo na busca pela cura da doença. Roger provava que além de ser o artilheiro de um dos maiores clubes do mundo era um ser humano espetacular. Apenas por essa história já merecia tudo de melhor.
Entretanto, mais uma vez, a vida resolveu colocar outro obstáculo no caminho desse guerreiro. A descoberta do câncer é, na real, mais um desafio em que esse combativo ser humano irá passar por cima, assim como fazia (e continuará fazendo) com as defesas adversárias.

  Roger, esperamos sua pronta recuperação para que em 2018 possa estar novamente vestindo a camisa 9 do Mais Tradicional. Esperamos que vença essa batalha para ser mais um a fazer parte da trajetória do clube que pode até não conquistar títulos frequentemente, mas sempre conta histórias sensacionais. #ForçaRoger a família alvinegra torce por você.

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Em tempo: Boa sorte ao garoto Brenner que tem a difícil missão de substituir Roger em uma reta final de temporada. Sabemos do potencial do garoto que também faz muitos gols e já mostrou isso no último jogo, marcando dois gols.

 

Por Bernardo Claro

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