CAMPEÃO DO SÉCULO #4 – Ponderando

O planejamento do Palmeiras é colocado em cheque, a torcida começa a pressionar com mais intensidade e protestar como não se via desde 2014 e, pela primeira vez desde que Paulo Nobre havia assumido o cargo de presidente, o profissionalismo no clube começa a ser criticado. O choque do Dérbi ainda ronda.

Esse é o momento exato de o torcedor palmeirense esfriar a cabeça e ponderar os acontecimentos.

Em 2017, fizemos a melhor campanha no paulistão até sermos eliminados para a Ponte Preta. Na libertadores, classificamos de maneira razoável da fase de grupos e caímos para o semi-finalista (fraco, porém) Barcelona. No Brasileiro, brigávamos até 2 rodadas atrás, mesmo tendo colocado o campeonato em segundo plano no primeiro semestre.

Esses são os fatos.

As análises mais profundas, obviamente, variam e maioria delas – com razão – critica o trabalho da diretoria. Eu, inclusive. Alguns reforços não corresponderam, deram poder a quem não deveria e não conseguiram blindar o grupo da política, da mídia e da torcida.

Novamente, ponderamos. O trabalho de Alexandre Mattos não foi bom esse ano, tanto para jogadores quanto para comissão técnica. Entretanto, sou totalmente contra sua demissão. Pelo contrário, ele merece ser mantido no cargo, com algumas correções naturais ao trabalho.

Mesmo pensamento para Valentim: embora precise melhorar, merece continuar. Se não for para continuar, que se contrate um técnico AGORA e o deixe trabalhar pelo ano de 2018 inteiro, começando o planejamento desde a contratação de jogadores, que já está acontecendo, inclusive. Reitero: ele deverá trabalhar a temporada inteira, mesmo que o senso comum entenda que a demissão seja o melhor caminho. Deixando claro: sou completamente contra o imediatismo, pois isso vai contra os resultados a longo prazo.

Alguns jogadores merecem sair, e deverão realmente deixar a equipe. Outros merecem uma sequência maior, pois a alta rotatividade desse ano impediu muitos atletas de apresentarem o máximo rendimento. Borja é um bom exemplo, mas ele também serve para Luan, Deyverson, Veiga, Hyoran, e outros, mesmo que sofram pressão da torcida. Lembrando: a passionalidade do torcedor impede análises frias e, portanto, para planejamentos a longo prazo, não devem ser consideradas.

Na minha opinião, falta, principalmente, um presidente mais presente, com pulso firme. Se Galiotte fosse mais intenso, blindaria o elenco, barraria investimentos absurdos, defenderia fortemente a profissionalização e tiraria o poder da Leila Pereira, que entrou ilegalmente no conselho deliberativo.

O ano ainda não acabou. Uma eventual perda da vaga para a libertadores de 2018 ainda pioraria o cenário atual. O Palmeiras ainda precisa do torcedor e, por isso, jogadores e comissão técnica lembraram da importância dos próximos jogos.

É preciso discernimento: o ano de 2017 foi abaixo do esperado, mas isso não significa que esteja tudo errado. As coisas boas devem continuar e devemos enxergar isso, caso contrário daremos poder a quem já provou que não faz bem ao Palmeiras. E o bem à instituição deveria ser o principal objetivo de todos.

 

Por Fellipe Sartori. Escrevo também aqui.
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