Campeonato sem erros de arbitragem? Bom, não foi dessa vez

(Foto: Divulgação / CBF)

O Campeonato Brasileiro de 2017 se aproxima do fim e novamente nos perguntamos: “O quanto a arbitragem influenciou esse ano?”. Parece algo estranho para quem não é do núcleo futebolístico brasileiro, porém ao final de todo torneio essa indagação é realizada e normalmente a resposta não é lá muito positiva.

Antes de aprofundar a análise sobre os pontos positivos e negativos da arbitragem brasileira no campeonato, vamos a alguns pontos que você não tem o direito de declarar. Primeiro, o campeonato não está manchado. C Corinthians não foi campeão por causa da arbitragem, mas sim pela sua excepcional campanha no primeiro turno que o deixou com ótima vantagem no topo. Segundo, ninguém é rebaixado ou campeão apenas por erros de arbitragem (com exceção de 2005, onde houveram coisas além do futebol nas quatro linhas), e esse ano não foi diferente, quem irá cair cai por incompetência, quem é campeão é por competência.

A maior polêmica do ano (Foto: Reprodução)

Erros ainda são corriqueiros e influenciam sim o campeonato, porém a arbitragem brasileira erra contra todo mundo. Sabe por que? Porque ela é fraca, é ruim, é despreparada. Isso ocasiona os erros. De destaque nesse ano temos pênaltis não marcados, pênaltis ridículos marcados, impedimentos estranhos e até gols claramente de mão apontados como validos. Aceitável olhando os últimos anos? Talvez, se você se contenta com pouco.

Coisas bizarras como impedimentos onde o atacante está quase dois metros atrás do adversário demonstram o quão mal preparados estão os homens e mulheres que trabalham na arbitragem brasileira. Por vezes, a culpa nem é deles, e sim da confederação que agoniza em relação ao tema. Outro fator que aumenta a fraqueza da comissão de arbitragem é a complacência dos dirigentes, treinadores e jogadores brasileiros quando o erro é favorável ao seu clube. A hipocrisia entra em jogo e quando os erros contra são despejados xingamentos em cima dos árbitros e assistentes, ao contrário todos se calam.

Uma possível coletiva após os jogos onde os árbitros demonstrassem sua opinião e a motivação para marcar tais lances diminuiria a pressão em todos. Pois assim teríamos ao mínimo uma explicação, ao invés do silêncio atual.

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A evolução bate na porta, a tecnologia é obrigação para o próximo ano. Impedimentos seriam facilmente corrigidos, pênaltis seriam facilmente consertados, erros como o gol polemico de Jô contra o Vasco onde o atacante utiliza claramente o braço para empurrar a bola para o gol seriam facilmente revistos e anulados. A promessa da CBF é o uso da tecnologia para o ano que vem, em todas as competições nacionais. Contudo, ela não funciona sozinha, é preciso uma equipe preparada e treinada para utiliza-la. Com isso, é preciso dar um desconto no início e esperar que até o final do ano o período de testes já tenha acabado e erros como os desse campeonato não se repitam. Que no ano que vem não seja preciso existir textos como o que você acabou de ler, analisar arbitragem como ponto importante do campeonato é inaceitável. A esperança é enorme, veremos se será cumprida!

Tecnologia no futebol? (Foto Friedemann Vogel/Getty Images)

Twitter: @oOutroLeo

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @oOutroLeo

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