CLUBE DA FÉ #107 – Pelo fim da mediocridade

Apesar das contas dos matemáticos ainda deixarem o São Paulo com um percentual pequeno de chances de queda para a série B, vejo que já temos condições de respirar mais tranquilo depois de mais um ano turbulento e vexatório da nossa história. Mais uma vez jogamos o campeonato nacional com a única expectativa de nos livrarmos do descenço. Não tem como nos conformarmos com isso. Por mais que, antes da derrota de ontem contra o Grêmio tínhamos uma sequencia invicta de 5 jogos, é pouco para um time do tamanho do São Paulo se contentar com isso.

Basicamente somos comandados pelo mesmo grupo político desde 2002, liderado pelo saudoso Marcelo Portugal Gouvêa, mas que teve na sequencia Juvenal Juvêncio, Aidar e agora o famigerado Leco. Não surgiu nenhum nome forte na oposição e a necessária oxigenação do poder não foi concretizada. No balaio de novo estatuto que na prática não mudou nada, visto que não temos profissionais nas áreas chaves mas apadrinhados políticos, estamos definhando ladera abaixo, por mais que falem que em 2018 o novo estatuto passará a ser respeitado.

Dentro de campo, lampejos nos últimos 10 anos, constratados que enormes período de baixa. Da conquista do último brasileiro, em 2008, até aqui, colecionamentos mais vexames em estaduais, Copa do Brasil, e demais torneios que alegrias. Basicamente, nesse período, de alegria somente a Sul-Americana em 2012 e, forçando a barra, o vice-campeonato brasileiro em 2014. Pouco, muito pouco.

Deixamos de ser referências, um clube de vanguarda, que tanto nos identificava. Deixamos de usufruir de talentos criados em nossas categorias de base, vendendo os melhores com menos de um ano no profissional em boa parte dos casos.

Sentino-mos aliviados sim, e torceremos para o São Paulo em qualquer circustância, em qualquer momento, independente dos resultados. Continuaremos comprando ingressos, camisas e acompanhando a equipe nos bons e maus momentos. Mas não é possível passar mais um ano sem uma profunda reflexão de como nosso clube é conduzido. Porque, a continuar dessa maneira, 2018 será a repetição de 2017, que foi a repetição de 2016. E todos nós queremos voltar a nos alegrar no Morumbi, comemorar vitórias em clássicos e os títulos que nos fizeram ser dentre os grandes, o primeiro.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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