CLUBE DA FÉ #108 – Livres, mas não felizes

A rodada do fim de semana fechou a temporada do São Paulo. O empate em 0x0 diante do Botafogo no Pacaembú somado com os outros resultados eliminou matematicamente as chances de queda para a segunda divisão. Mais uma vez, nossa comemoração ao final do ano será poder dizer “Time grande não cai”. Enquanto isso, nossos três rivais regionais estarão na Copa Libertadores em 2018, todos eles comemoram títulos importantes de 2012 para cá, quando levantamos um caneco pela última vez. Estamos livres do vexame, mas com certeza, não temos como ficar felizes com nosso tricolor.

A reflexão que faço agora é: Tá, o quê vamos esperar para o ano que vem? Torcer para sermos o estádio da final do Paulista? Para termos uma venda vurtuosa de um grande prospecto da base? De ter um jogador na seleção brasileira na Copa do Mundo? Da piscina da sede social receber novos produtos de limpeza? Faço essas perguntas porque, sinceramente, sabendo que seremos conduzidos ano que vem por Leco, Pinotti e companhia, não consigo ter perspectivas de que montaremos um time competitivo logo na pré-temporada, teremos uma equipe apresentado bom futebol logo no Paulista e que o planejamento não será jogado no lixo no meio do ano para remontar a equipe e disputar o Brasileirão da maneira que a história do próprio São Paulo propõe.

A condução do caso Cueva nesse fim de semana foi emblemática. O peruano fez o que quis, se apresentou praticamente no dia do jogo e a diretoria fechou os olhos. Ou seja, no coração da equipe, que é o meio do campo, temos dois jogadores emprestados que encerrarão seu contrato em breve (Jucielei e Hernanes) e que estão em condições nada animadoras para permanencia durante o ano de 2018 inteiro e um jogador totalmente descompromissado que, em ano de Copa do Mundo, deverá se poupar ao máximo, deixando o São Paulo na mão, como fez boa parte desse ano. Também não devemos ter nenhuma grande contratação, já que o caixa, para variar, está em baixa.

Por mais que o futebol brasileiro seja dinâmico e algumas situações podem ocorrer beneficiando nosso tricolor, por trabalho próprio das pessoas que comandam nosso tricolor, não tenho grandes expectativas. Isso não quer dizer que abandonarei a equipe. Seguirei acompanhando e torcendo para tudo dar certo. Afinal, o que mais queremos ver é o time voltar a levantar as taças que tanto nos acostumamos a comemorar. Mas, sem dúvida, não estou otimista com nosso 2018.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

%d blogueiros gostam disto: