Turnover – Falling Stars

(Foto: site oficial Dallas Cowboys)

A rodada da NFL no dia de Ação de Graças é uma tradição americana. Dentro dessa tradição, o Dallas Cowboys é uma parte fundamental, tendo em vista que o “time da América” sempre tem um de seus jogos na rodada especial do principal feriado dos Estados Unidos. Mas no dia que celebra a gratidão, os torcedores de Dallas tiveram uma ingrata constatação: após a estrela está em queda livre e dificilmente irá aos playoffs deste ano.

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Não que o ano estivesse as mil maravilhas. Os Cowboys começaram a temporada bastante instáveis, alternando vitórias empolgantes com derrotas bem feias, como para os Broncos. A nuvem negra sobre a suspensão ou não do running back Ezekiel Elliott, que brigava com a NFL juridicamente para evitar a punição, parecia ter afetado o jogo do melhor corredor da liga na temporada passada. Dak Prescott vinha mantendo o seu nível, mas com uma linha ofensiva abaixo do nível do ano anterior, a equipe já sentia as dificuldades ofensivas. Entretanto, a equipe ainda mantinha a briga por uma vaga nos playoffs até poucas rodadas atrás.

Entretanto, tudo começou a desmoronar. As temidas lesões começaram a aparecer em jogadores chaves para a equipe. Na defesa, o LB Sean Lee é um desfalque grave, fazendo com que a defesa, que já é fraca, perca o seu principal líder. Além disso, Sean Lee é um dos melhores na sua posição na liga, fazendo muita diferença principalmente no combate ao jogo corrido. Um outro ponto crucial foi a perda do left tackle Tyron Smith, um dos melhores na posição. Sem ele, Dak Prescott apanhou sistematicamente, como no jogo contra os Falcons. Além desses dois, Zeke Elliott finalmente está cumprindo a sua suspensão de seis jogos, fazendo com que a principal arma do ataque dos Cowboys, o jogo terrestre, entrasse em colapso.

No jogo contra os Redskins, os problemas de Dallas voltaram a ficar evidentes. Mesmo com a volta do LT Tyron Smith, o ataque da equipe sentiu bastante. A boa defesa dos Chargers conseguiu colocar muita pressão com a dupla Ingram e Bosa, limitando a equipe a apenas 6 pontos. No segundo tempo, os velhos problemas surgiram: ausência de jogo corrido eficiente, secundária com muitos buracos e soft, e pouco tempo de poesse de bola, o que fez com que a defesa chegasse ao final do jogo esgotada. 28-6 no placar e um recorde de 5-6, o que numa NFC nivelada por cima deixa praticamente inviável uma ida aos playoffs.

Jerry Jones, dono e GM da equipe, terá de avaliar alguns pontos para a próxima temporada. Jason Garrett é o homem certo para comandar a equipe? Até quando a defesa continuará sendo essa peneira (ano passado já era ruim e os playoffs mostraram isso)? A linha ofensiva foi superestimada ou está sendo mal treinada este ano? São avaliações que tem de ser feitas para evitar que a estrela continue em queda livre na NFL.

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