Turnover – Respeito também faz parte dos negócios

(Foto: USA Today)

O grande acontecimento da NFL nesta semana foi o anúncio dos Giants em colocar Eli Manning no banco de reservas para que Geno Smith seja titular na próxima partida da equipe, domingo contra o Oakland Raiders. Eli Manning vinha de uma sequência de 210 partidas como titular da equipe, a segunda maior da história da NFL para um quarterback. A decisão foi muito contestada pela imprensa e pelos torcedores de NY, indignados com a postura adotada com o franchise QB.

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Antes de tudo: não há nada que me convença que esta foi uma decisão acertada dos Giants. Nem mesmo a desculpa de que a NFL são negócios e as franquias precisam tomar decisões duras às vezes. Mas até nos negócios, o respeito é extremamente importante para preservar a relação da franquia com seus jogadores e torcedores. Claramente, os Giants não estão sabendo lidar com a situação que se instaurou na temporada, com a equipe tendo um recorde negativo de duas vitórias e 9 derrotas.

A equipe que já teve um ataque ruim em 2016, mas conseguiu chegar longe graças a um ótimo desempenho defensivo, chegou em 2017 como uma das favoritas da NFC. Só que a expectativa ruiu como um castelo de areias. Lesões graves de Odell Beckham Jr., Brandon Marshall e Sterling Sheppard deixaram Eli sem ter pra quem lançar a bola. Fora isso, os velhos problemas de anos anteriores, como a ausência completa de jogo corrido e a linha ofensiva ridícula deixaram Eli totalmente sozinho no ataque. Ele jamais reclamou, ainda que o técnico Ben McAdoo, querendo tirar o corpo fora da sua total incompetência e desgaste com os jogadores, tenha tentado colocar toda a culpa da má campanha em Manning.

Quem acompanha a NFL a algum tempo, sabe do que Geno Smith é capaz. Colocá-lo numa situação de pressão, sem jogo corrido e com uma OL ruim só será uma forma disfarçada de tentar ridicularizar ainda mais o jogador que já é um bust na liga. Dar mais jogo para o calouro Davis Webb também não faz muito sentido, pois colocá-lo numa situação desfavorável como esta é um convite para a fogueira, onde os Giants queimariam sua escolha. Se até QB de elite não conseguem vencer um jogo sem jogo corrido e linha ofensiva, não será um calouro inexperiente que irá conseguir essa façanha.

Claro que não posso ignorar que Eli Manning já não é o mesmo, que está na reta final de carreira e que já não consegue carregar o time nas costas como já fez em algumas oportunidades. Mas ele ainda é um QB sólido, que pode conseguir bons desempenhos e com condições de ser clutch numa pós temporada. E isso é algo que não se encontra em qualquer esquina na NFL. O DNA vencedor, de um cara que venceu 2 SB e foi MVP de ambos batendo Tom Brady e os Patriots merece reverências.

A verdade é que o técnico McAdoo, o dono John Mara e o GM Jerry Reese são igualmente culpados pela bagunça que se instaurou nos Giants. Drafts mal feitos, brigas com os jogadores, má gestão do elenco e decisões questionáveis na administração trouxeram o Big Blue ao fundo do poço de desrespeitar uma das maiores lendas da história da franquia. Independentemente de quem seja o maior culpado, NY precisa sair rapidamente dessa queda livre.

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