CONHECEMOS TEU VALOR #9 – O ano em 4 competições

(Foto: Jéssica Carolina Ibañez / @jessicarolinal)

A temporada 2017 chegou ao fim e do que você se lembra, atleticano? Separei a temporada por competições e resumi abaixo trazendo um pouco de números e contextos dos jogos.

Paranaense:

A primeira competição a ter início e também a primeira a terminar é sempre o campeonato Paranaense para o Atlético. Ainda que não tenhamos usado o time, àquela altura, titular, o time utilizado deveria ter feito um campeonato melhor. As atenções de torcida e mídia eram claramente a Libertadores, mas não justifica a campanha. Com apenas duas vitórias em 11 jogos da primeira fase, o Atlético dependeu de outro clubes para se classificar ao mata-mata ainda na última rodada. A 8º colocação nos colocou diante do Paraná Clube nas quartas-de-final, em seguida Londrina nas semifinais e então Coritiba. Na reta final o clube optou por usar os melhores jogadores a disposição mesmo ainda disputando a fase de grupos da Libertadores. O resultado foi o pior possível: após uma das mais empolgantes vitórias no ano (vs Flamengo em casa), o Atlético sofreu um 3×0 em plena Arena da Baixada, que influenciou diretamente nos resultados seguintes. O título estava perdido e começou ali talvez um dos piores momentos da temporada.

Copa do Brasil:

A Copa do Brasil foi a competição que menos nos envolvemos neste ano. Por conta da participação na Taça Libertadores ganhamos vaga nas oitavas-de-final onde enfrentamos o fraco time do Santa Cruz, sendo que o primeiro jogo foi entre o segundo jogo da final do estadual, a estreia pelo Brasileiro e antes da confronto decisivo contra a Católica. Na fase seguinte enfrentamos o excelente Grêmio de 2017 e fomos eliminados ainda no primeiro jogo com a terrível derrota por 4 a 0 com baixíssima competitividade. A essa altura o time era comandado por Eduardo Baptista, ainda que em começo de trabalho.

Campeonato Brasileiro:

Nosso campeonato começou com uma terrível derrota por 6×2 contra o Bahia, no pior momento do time na temporada. Um período em que disputamos 4 competições diferentes, contra times completamente diferentes e com viagens longas. Nosso começo foi realmente ruim e alcançamos nossa primeira vitória apenas na 7ª rodada, onde iniciamos uma série de 4 vitórias consecutivas que foram suficientes para nos tirar da zona de rebaixamento. Nesse ano havia uma grande expectativa por conta da última campanha, do time reforçado e das inúmeras vagas a Libertadores (podendo chegar a nove), mas a nossa campanha foi extremamente irregular.

Nas primeiras 19 rodadas que dividem o campeonato levamos em paralelo confrontos [e preocupações] das Copas Libertadores e do Brasil, e só voltamos a ganhar nas últimas três rodadas do turno. Fechamos com 7 vitórias e 26 pontos, quando o desejado seria 30. Mas totalmente reversível já que teríamos o returno livre. No 2º turno já estávamos sob comando de Fabiano Soares e tivemos apenas 4 jogos durante meios de semana. A campanha do primeiro turno praticamente se repetiu, foram novas 7 vitórias e 25 pontos ganhos, completando 51. Insuficiente para estar na primeira página da tabela, apesar da pontuação próxima do G6 que garantiria vaga direta a fase de grupos da TLA.

Obviamente foi uma campanha decepcionante. Das nossas 14 vitórias, seis foram como visitantes. Das 15 derrotas, seis foram dentro de casa. Números muito equilibrados para um clube que sempre teve o fator casa como diferencial. Com um pouco mais de regularidade poderíamos ter alcançado nosso objetivo. Não conseguimos fazer da Baixada um fator para garantir pontos e nem conseguimos achar um XI ideal.

Libertadores:

A maior competição de clubes das Américas contou com a participação do Atlético na edição de 2017. Começamos a campanha ainda na chamada “pré-libertadores”, com duas fases em mata-mata. Dois confrontos inesquecíveis. Diante do Millonarios-COL fizemos nossa primeira partida do time principal no ano e fomos buscar a classificação em Bogotá, nos pênaltis. Já na fase seguinte enfrentamos o desconhecido, mas surpreendente Capiatá do Paraguai. Mais uma vez decidimos fora. Tivemos que ganhar em terras estrangeiras depois de um 3×3 em casa.

Classificados ao temido grupo da morte. Começamos em casa com um excelente jogo contra a Católica, mas que acabou num 2×2 amargo. Buscamos 3 pontos históricos na Argentina contra o San Lorenzo. Duas partidas em sequência contra o Flamengo e então tivemos a primeira oportunidade de classificação, em casa, contra o já conhecido San Lorenzo. Uma das piores derrotas da Baixada. A decisão ficou para a última rodada, fora de casa, contra o chileno Universidad Católica. O melhor e mais empolgante jogo na história recente do Atlético. Milhares de sentimentos durante os 90 minutos que nos presentearam com o milagre de Apoquindo. Estávamos classificados para as oitavas-de-final da Taça Libertadores depois de 12 anos.

Depois da classificação tivemos mudanças na comissão técnica. Paulo Autuori passou a exercer o cargo de diretor executivo de futebol e Eduardo Baptista foi anunciado como técnico em 23 de Maio. O primeiro jogo contra o Santos foi em 05 de Julho. Data que coincidiu com a Liga Mundial de Vôlei sediada pela Arena da Baixada. Por conta disso, nossa casa nas oitavas foi a Vila Capanema. No primeiro jogo saímos na frente e tínhamos um jogo equilibrado contra o Santos, apesar de nada tranquilo. Weverton teve sua pior falha durante a passagem pelo Atlético e o jogo ficou todo a favor do Santos, que logo abriu 3×1. O time criou mais algumas oportunidades e saímos da Vila derrotados por 3×2. O segundo jogo seria apenas em 10 de Agosto e já com um novo comando técnico, Fabiano Soares foi apresentado em 11 de julho. Próximo ao jogo decisivo a mobilização da torcida foi grande, mesmo com a provável eliminação, e o time entregou desempenho na Vila Belmiro, apesar da derrota por 1×0. Foi uma das melhores apresentações durante a temporada, mas que também reflete a ineficiência do time durante o ano.

Chegamos a 48 jogos em Libertadores. Nessa edição somamos 12 jogos, obtendo 5 vitórias (3 fora de casa), 2 empates (os dois em casa) e 5 derrotas (2 em casa), para um aproveitamento que acabou sendo melhor como visitante do que como mandante (50% x 44%). Uma campanha digna na Taça Libertadores que, para nós torcedores, começou lá no sorteio, em 21 de Dezembro, e terminou 8 meses depois na Vila Belmiro.

Até o fim do ano pretendo publicar uma previsão do elenco para 2018 e alguns textos especiais trazendo os melhores e piores jogos, melhores e piores jogadores e uma seleção dos gols mais bonitos do Atlético no ano.

Fiz uma planilha com todos os jogos do Atlético na temporada por ordem cronológica e/ou separados pelas quatro competições e/ou Casa e Fora. Se alguém tiver interesse pode me chamar.

Conto com o apoio de vocês.

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Eduardo Dias

Eduardo Dias

Apaixonado pelo AtléticoPR, mas acima de tudo pelo futebol. Curitibano de criação, estudante de adm.

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