RECANTO DA COLINA #31 – Retrospectiva 2017; um ano positivo

Esta é a última edição do ano do Recanto da Colina, o cantinho do torcedor do Vasco aqui no HTE Sports. Desde já agradecemos toda a audiência e a companhia durante todo o ano de 2017 e ficam aqui os votos de toda a equipe do site para que tenhamos uma excelente virada e um 2018 próspero.

Mas o assunto é o 2017 vascaíno, um ano positivo. No início, especulavam que nosso time iria ocupar as últimas posições da tabela nacional, ou seja, brigaria pela permanência na primeira divisão. Entretanto, temos que concordar que o Vasco que iniciou o ano foi bem diferente do que o encerrou, conquistando uma heroica classificação para a Liberta. Então vamos relembrar juntos o que de melhor e pior aconteceu.

Ainda em 2016, após o fim do Brasileirão e o acesso à Série A confirmado, o então treinador Jorginho foi dispensado pela diretoria vascaína. Para o seu lugar veio Cristovão Borges, indicado pelo empresário Carlos Leite, dono dos direitos de quase dez jogadores vascaínos e pessoa próxima de Eurico Miranda. E por falar em Eurico, na apresentação de Wagner, um dos contratados para a temporada, o mandatário mandou a frase que o assombrou por todo o ano: “O Vasco vai para as cabeças”. Pouco tempo depois, o presidente ainda cravaria que uma vaga para a Libertadores seria do clube.

Voltando a falar de Cristovão, ele não começou muito bem, sejamos sinceros. Pela Flórida Cup, as vitórias diante do Barcelona-EQU, por 2 a 1, e do River Plate-ARG, por 1 a 0, até encheram nossos olhos, contudo uma goleada sofrida para o Corinthians, 4 a 1, nos deixou, com razão, bastante apreensivos quanto a disputa do Campeonato Brasileiro.

E quando enfrentamos outro time de Série A… Pancada! Derrota por 3 a 0 para o Fluminense logo na estréia da Taça Guanabara. Com vitórias sobre times pequenos e uma derrota para o Volta Redonda nesse meio, chegamos à semifinal, mas fomos eliminados pelo Flamengo, que custaria a paciência que o torcedor já não tinha com Cristovão.

No meio desses campeonatos, uma boa notícia (na teoria). Após muita expectativa, eis que Luís Fabiano é anunciado como principal reforço vascaíno para 2017. Digo principal, pois quem não se lembra do maravilhoso presente de natal que ganhamos [risadas!].

A Taça Rio começou, e os xingamentos de ‘Burro’ para com o treinador acompanharam todo o primeiro jogo vascaíno, a estreia do Fabuloso num empate em 2 a 2 com o Macaé, no Estádio Nilton Santos (Engenhão, para quem preferir).

E logo na mesma semana, após o tosco empate contra o Macaé, aquele que seria talvez o mais surpreendente resultado para nós: a extremamente precoce eliminação da Copa do Brasil após uma derrota por 1 a 0 jogando na Bahia. A pressão sob Cristovão era absurda e os resultados não vinham, portanto a diretoria não viu outra opção se não demitir o técnico.

Sem treinador, apenas um jogo: o empate sem gols contra o Botafogo sob comando do auxiliar Valdir Bigode. Sem muita demora, foi anunciado o, segundo diversos atletas, entre eles Nenê, antipático e grosseiro Milton Mendes. O professor vinha como aposta após passagens regulares por Santa Cruz e Atlético-PR.

Com Milton, demoramos para perder. Foram seis jogos invictos e ainda tivemos um título antes da primeira derrota: o da própria Taça Rio, conquistada com uma vitória sobre o Botafogo por 2 a 0. Um jogo especial para um jogador: Luís Fabiano, que marcaria seu primeiro gol pelo Vasco.

Mas uma hora ela viria, e foi logo no duelo seguinte, pela semifinal do estadual: uma derrota doída para o Fluminense, um 3 a 0 que fecharia nosso Campeonato Carioca do mesmo jeito que começamos. Com pancada!

O Vasco é a nossa droga, então quando não o temos, a dependência bate. Quase um mês após o fim do Cariocão, quando enfim o Cruz-Maltino entrou em campo, era melhor nem ter entrado. Mais uma porrada sofrida, agora para o Palmeiras, por um placar gigantesco de 4 a 0 jogando no Allianz Parque, em São Paulo.

O pesadelo do rebaixamento começava a nos assombrar. A zaga nunca foi o forte do time com Milton Mendes no comando, tanto que éramos a equipe de pior defesa do campeonato. Em números, levamos 29 gols apenas no primeiro turno (19 jogos).

No mês de julho, ocorreu um fato absurdo, que até foi assunto aqui no cantinho do torcedor do Vasco: a confusão generalizada em São Januário (clique aqui para ler o texto sobre). O fato nos rendeu uma multa de R$ 75 mil e perda de seis mandos de campo, além da interdição temporária do estádio. Sem nossa casa e a torcida, nossos trunfos para a temporada, ficou difícil de continuar. A equipe começou a perder o sentido dos jogos. Nos quatro confrontos fora de São Janu, dois empates e duas derrotas.

A relação do treinador com os atletas não era das melhores. Nenê foi o primeiro atingido, aliás quem não se lembra do fatídico dia que o meia foi banco do início ao fim da partida contra o Bahia, em São Januário? Mas não era só ele que tinha seus atritos com Milton, mas Madson, Ederson e Luís Fabiano também, entre outros. Ao fim do primeiro turno, estávamos no meio da tabela, sem boas perspectivas para o futuro, e Milton balançava no cargo.

Já pelo returno, dois insucessos foram suficientes para que a paciência da diretoria vascaína terminasse. Milton Mendes é demitido do cargo após derrota para o Bahia por 3 a 0. Esse foi o final do trajeto do segundo técnico do Vasco no ano. E quem seria o substituto? Com o mercado sem muitas opções, Eurico e cia avistaram de longe o ex-Flamengo Zé Ricardo. A notícia não foi muito bem recebida pela torcida, que via com desconfiança a possível contratação do profissional que se tornaria um dos heróis ao fim do ano.

No duelo seguinte, contra o Fluminense, ele estava lá no Maracanã acompanhando de perto sua nova equipe. Valdir Bigode novamente entra em ação, e, coincidentemente, em mais um clássico. Desta vez, vitória! 1 a 0 com um golaço de Ramon.

Zé assume e herda ainda parte da punição. Os últimos dois jogos antes do fim dela foram feitos em São Januário, mas com portões fechados. Uma vitória diante do Grêmio e um empate contra a Chapecoense. Entre essas partidas, um jogo perdido e muito mal perdido. Quem não se lembra do gol de mão do Jô na vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre a gente?

O novo treinador agradava a todos no início de seu trabalho, entretanto os sucessivos empates começavam a tirar a paciência do torcedor. Aliás, cinco jogos empatados nos primeiros dez realmente chamam a atenção de qualquer um. E empates bobos, com o Vasco tentando segurar os magros placares mínimos e levando gols idiotas no final das partidas.

Eleições! O momento mais polêmico do ano, tanto que ainda não teve fim por conta da polêmica ‘urna 7’. Eurico Miranda é reeleito com a contagem da urna com suspeita de fraude eleitoral, mas sem os votos da tal urna, deu Julio Brant. E essa é a discussão até aqui. Antes do recesso de fim de ano da Justiça Brasileira, a desembargadora Marcia Alvarenga, da 17ª Vara Cível, decidiu pela anulação dos votos presentes na urna, o que dá a vitória à chapa encabeçada pelo candidato de oposição. Contudo, Eurico e sua cúpula ainda possuem esperanças de conseguirem uma virada e serem declarados vencedores. Mas fiquem tranquilos que esse assunto vai render uma pauta própria e bem explicada já nos primeiros dias de 2018.

Voltando ao futebol, o ano seguia para o final e o Vasco continuava sua luta. Entre empates e vitórias, nos aproximávamos cada vez mais do, na época, G7. A derrota para o Atlético-PR na antepenúltima rodada do Brasileirão esfriou um pouco os ânimos, no entanto os dois resultados seguintes consagrariam o ano vascaíno.

Foram eles: Cruzeiro 3×1 Vasco e Vasco 2×1 Ponte Preta. Vaga assegurada na Liberta 2018, e estávamos na fase de grupos até aquele pênalti marcado a favor do Flamengo no último minuto do jogo deles. Diego converteu. Mas naquele momento nada disso importava. O Gigante voltava ao seu lugar, contra tudo e contra todos. Mesmo com diversos acontecimentos que atrapalharam o projeto vascaíno, os jogadores lutaram até o fim e merecem nossos agradecimentos.

Contratados para 2017: Escudero, Muriqui, Wagner, Jean, Gilberto, Kelvin, Luís Fabiano, Manga Escobar, Bruno Paulista, Paulão, Anderson Martins, Ramon, Breno, Wellington, Lucas Rocha e Andrés Rios.

Jogos na temporada: 60, com 26 vitórias; 16 empates; 18 derrotas; 65 gols pró; 69 gols contra; saldo de -4; aproveitamento final de 52%.

Maior goleada pró: Vitória 1×4 Vasco; Maior goleada contra: Vasco 2×5 Corinthians

Artilharia: 1º Nenê: 13 gols; 2º Luís Fabiano e Thalles: 6 gols; 3º Yago Pikachu: 5 gols.

Primeira escalação oficial do Vasco na temporada (Vasco 0x3 Fluminense em 29/01/17): Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Julio dos Santos, Andrezinho, Escudero (Guilherme Costa) e Nenê; Ederson (Eder Luis) e Thalles. Técnico: Cristovão Borges.

Última escalação oficial do Vasco na temporada (Vasco 2×1 Ponte Preta em 03/12/17): Martín Silva; Madson (Eder Luis), Paulão, Anderson Martins e Gilberto; Jean (Evander), Wellington, Yago Pikachu, Nenê (Mateus Vital) e Paulinho; Andrés Rios. Técnico: Zé Ricardo.

O ano do Vasco foi resumido ao máximo, e quem chegou até aqui sem pular uma linha sequer é merecedor dos meus parabéns. Que o 2018 de vocês seja maravilhoso, com muita paz, saúde e alegria. E que o nosso Vasco tenha um ano de sucesso pela frente. A reapresentação do elenco está marcada para o dia 3 de janeiro e o Recanto da Colina segue firme em 2018, com muitos textos sobre o meu, o seu, o nosso Gigante da Colina. Feliz ano novo e até 2018!

Foto do título do texto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

 

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– Saudações Vascaínas!

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