A meta é voltar a dominar

(Foto: Reprodução/Twitter Oficial do Boca Juniors)

Nas últimas Libertadores e Sul-Americanas foi notável o enfraquecimento da dupla de gigantes da Argentina – Boca Juniors e River Plate. Com times irregulares e que não chegam longe a anos, principalmente o Boca, que não disputa uma final de Libertadores desde 2012, quando foi derrotado pelo Corinthians, além de ter passado por um período sem títulos no cenário nacional. No rival, River Plate, a situação é menos séria, sendo campeão da Libertadores no ano de 2015 e conseguindo conquistas nos torneios nacionais, em especial em Copas.

Contudo, 2018 é o ano da mudança para os rivais de Buenos Aires. É o ano em que ambos investiram para ganhar tudo e voltar a dominar o futebol sul-americano. Contratações de estrelas consagradas na Europa ou no próprio futebol da América do Sul, segurando suas crias da base por mais tempo e mantendo uma filosofia de trabalho na comissão técnica. A probabilidade de taça para a dupla é gigante, sendo os principais rivais para os brasileiros na Libertadores.

Um dos maiores clássicos do mundo (Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko)

O River Plate não economizou e contratou na janela passada: Ignacio Scocco (ex-Internacional), Enzo Pérez (ex-Benfica e Valencia), Javier Pinola, Germán Lux, Nicolás de la Cruz, Rafael Santos Borré e Marcelo Saracchi. Na atual janela, o clube vermelho e branco fechou com Lucas Pratto (a transferência mais cara na história do clube) por 11 milhões de euros (42,9 milhões de reais), vindo do São Paulo, além de trazer o goleiro Franco Armani (Ex Atletico Nacional), Lucas Zelarayán e e Silvio Romero. E manteve o treinador Marcelo Gallardo.

Já o Boca Juniors não ficou para trás e trouxe na janela de inverno: Paolo Goltz, Cristian Espinoza, Edwin Cardona, Nahitán Nández e Ramon Ábila (ex-Cruzeiro). Na atual janela vieram jogadores mais conhecidos do público geral, como Carlos Tevez, Emmannuel Más e Julio Buffarini. Lembrando que os Xeneizes são líderes da Superliga Argentina, tendo inclusive o artilheiro do campeonato, Benedetto, e o melhor ataque da competição.

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Ao todo, em duas janelas, o River Plate gastou cerca de 130 milhões de reais. Enquanto o Boca gastou cerca de 40 milhões de reais, lembrando que Tevez veio de graça e o clube soube aproveitar de negócios de ocasião. Ao contrário do River que conseguiu ótimos negócios de venda de seus jogadores no semestre passado e pode gastar a rodo.

Tudo demonstra a vontade da dupla de voltar a dominar a América do Sul. Agora iremos ver se dinheiro e nome traz taças para casa. É obvio que os brasileiros terão rivais duros na atual edição da Libertadores.

Twitter: @oOutroLeo

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @oOutroLeo

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