Mas e o Liverpool sem Coutinho?

Imagem: Zezo Cartoons

A maior notícia de semana do futebol com certeza foi a transferência milionária de Philippe Coutinho do Liverpool para o Barcelona. O clube catalão gastou a bagatela de 160 milhões de euros (aproximadamente 620 milhões de reais) para ter o “camisa 10” da seleção brasileira, mas que vestirá a mítica camisa 14 já usada anteriormente simplesmente por Johan Cruyff, Thierry Henry e mais recentemente (e com menos pompa) por Javier Mascherano, que também se tornou uma lenda pelo respeito ao clube e disposição em campo.

Muito se falou de como ficaria ainda melhor o líder isolado do campeonato espanhol com a criatividade de Coutinho no meio campo, ficando ainda mais fácil para Messi, Suarez e Dembele marcarem os gols que levariam a equipe a mais títulos nos próximos anos. Falou-se até do Vasco, clube que Coutinho iniciou a carreira e leva com todo carinho no coração e que inclusive vai ganhar uma parte da bolada por ser o clube formador. Mas o que poucos falaram foi: como fica o Liverpool e o que pode almejar o time inglês sem seu principal armador?

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Nos últimos anos, o Liverpool tem se revezado entre ser um time “comprador” e “vendedor”. Ao mesmo tempo que disseca o elenco do Southampton, trazendo recentemente Dejan Lovren, Adam Lallana, Nathan Clyne, Rick Lambert, Sadio Mane e por último a contratação milionária do zagueiro Van Dijk, o time de Merseyside não aguenta as investidas de clubes mais ricos e mais influentes e acaba perdendo suas principais estrelas, como nos casos anteriores de Suarez que foi para o Barcelona e Raheem Sterling, que se transferiu para o Manchester City. Ambos estão na liderança de suas ligas locais e são favoritos a ganhar a Champions League nessa temporada.

Foto: JOSEP LAGO / AFP/GETTY IMAGES

E como almejar algo mais se os milionários acabam tirando os jogadores que se destacam? Tarefa bastante complicada em um futebol onde o dinheiro acaba falando mais alto na maioria das vezes, porém o trabalho de fortalecimento das categorias de base e volta ao topo gradativa vem sendo desempenhado por um dos melhores treinadores em atividade: Jurgen Klopp. Os resultados vem aparecendo, mesmo que ainda sem título algum. Perdeu as finais da Copa da Liga Inglesa 2016 para o Manchester City, nos pênaltis e também a final da Liga Europa 2015/16 para o Sevilla, por 3 a 1. Alguns dizem que faltava “o craque” nessas finais para resolver para os Reds.

Esse craque pode ser Mohamed Salah, o melhor jogador do campeonato inglês (opinião de quem vos fala) até agora nessa temporada ao lado de Kevin de Bruyne. Mas admitiremos que é bem mais fácil de marcar gols ao lado de Coutinho do que ao lado de Lallana, Ox Chamberlain ou Wijnaldum, todos possíveis substitutos do Little Magician Coutinho, como era conhecido na Inglaterra. Não são tempos sombrios para o Liverpool, que se encontra classificado para os playoffs da UCL e enfrentará o Porto e ocupa a quarta colocação na Premier League, na zona de classificação para próxima Champions League. Foi uma grande perda, mas é nessas horas que a camisa tem que jogar também e o clube se reencontrar, voltando ao trilho dos títulos e glórias que estão acostumados.

Lucas Farias

Carioca, 25 anos, nem um pouco jornalista, mas apaixonado por esportes, principalmente futebol. Flamengo, Tottenham, Miami Heat e New Orleans Saints.

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