Qual será o futuro?

Antes de começar o primeiro texto desta temporada, eu quero desejar para o amigo leitor um feliz 2018 com muito sucesso e realizações pessoais, além disso, muito futebol com grito de gol, seja ele tricolor ou rubro-negro.

Todo começo de ano cria aquela costumeira expectativa para saber qual vai ser a performance em campo do Bahia e do Vitória. Até porque nossos times mudaram de presidente e terão a missão de fazer um bom trabalho e lidar com a cobrança da torcida e da crítica.

Pelo Bahia, Guilherme Bellintani tem uma tarefa menos complicada do que Ricardo David. O sucessor de Marcelo Sant´Anna encontrou um clube mais organizado e com um horizonte positivo para esse ano onde tem cinco competições pela frente : Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Copa Sul- Americana e Série A. Na montagem do elenco, a filosofia é trazer jogadores de “barriga vazia” que buscam um algo melhor para as suas carreiras, claro sem deixar de garimpar aqueles atletas com experiência, rodagem no cenário futebolístico a exemplo de Nilton e Nino Paraíba.

Fora de campo, Bellintani visa enxugar a parte financeira do Esquadrão. Diminuiu alguns setores e os recolocou em sete eixos sendo comandados por gerentes e não por diretores, tendo como resultado uma economia significativa para ser injetada no futebol, onde será o carro-chefe da sua administração.

Do outro lado, Ricardo David terá uma missão árdua no Leão. O time esteve muito próximo do rebaixamento para a Série B no ano passado, onde escapou com um gol da Chapecoense nos minutos finais que derrotou o Coritiba. Além do descrédito do torcedor, David percebe que a vida financeira rubro-negra não vive sua melhor fase. Com os gastos absurdos feitos pela gestão anterior, o Vitória não poderá fazer grandes investimentos no time. Para piorar com o vazamento da planilha onde continha as despesas com os jogadores do elenco passado, a imagem perante aos empresários e atletas no mercado ficou bastante fragilizada.

Neste cenário bastante nebuloso, Ricardo David precisa conclamar o apoio do torcedor. Sem ele as coisas tendem a piorar. No quesito de novas aquisições para o grupo, tanto ele como Erasmo Damiani devem usar da criatividade e usar o rival Bahia como exemplo : Buscar atletas jovens com custo-benefício bom e comprometido com o clube. Nada de medalhões ou jogadores sem ambição alguma, vide 2017 ,não é?!.

Que cada gestor saiba as necessidades e desejos de cada clube. O trabalho é ardiloso e a bola não entra por acaso. Espero voltar aqui em dezembro com boas notícias e as alegrias pintadas nas cores de nossos representantes.

Curtas:

– O torcedor do Bahia precisa se conscientizar para aderir ao programa de sócio-torcedor. A dívida do clube gira em torno de R$ 200 milhões. Não adianta ser sócio na hora boa e pra ter ingresso mais conta sem filas. É igual a casamento, tem que amar nos momentos ruins também. Com a mensalidade em dia, você ajuda e muito o seu time. Mostre sua paixão de verdade

– Para o Vitória é preciso a busca de uma nova identidade. De um time organizado politicamente para que isso não interfira dentro de campo como foi 2017. Fora que no mercado a sua imagem não vive seus melhores dias, ou seja, Ricardo David necessita mostrar a capacidade de gerir o Leão.

Lucas Cezar

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

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