VIVO ESSA PAIXÃO #15 – Começando a passar cerol na mão

Sobre o desempenho apresentado até agora:

   Longo caminho e evolução, mas corneta não precisa de pré-temporada!

 O Botafogo mostrou vida. Falta muito, é verdade, mas a evolução da equipe em comparação aos dois primeiros jogos tranquiliza um pouco mais a maioria da torcida. Para o corneteiro aqui, nem tanto…

  Vou direto ao ponto: Arnaldo, Gilson e Matheus Fernandes não tem condições de serem titulares absolutos de uma temporada do Botafogo. (O Pimpão também não, lógico, mas eu nem quero falar mais sobre esse atleta.)

As limitações dos nossos laterais tornam o setor defensivo, antes sólido, muito vulnerável. E se não bastassem as bolas nas costas e a falta de qualidade pelos lados, a defesa alvinegra está desprotegida com Matheus Fernandes. Não quero queimar o garoto definitivamente, porém é até melhor para a carreira dele não ser o cão de guarda da defesa alvinegra neste momento. Ainda precisa parar de errar nas decisões e na execução de passes fáceis.

O sistema que está sendo implantado pelo Tigrão tem uma defesa que joga alta. Além da questão da rapidez(Marcelo/Carli), existe a necessidade de um primeiro volante de pura velocidade e marcação. Tendo João Paulo como companheiro, nossa boa promessa da base não pode ser jogado aos lobos carregando o piano nessa temporada.

No mais, pelo menos o sistema ofensivo mostra que pode dar caldo. Senti vontade de dormir no setor norte no jogo de hoje, tinha muito espaço pra deitar, mas essa oscilação é até normal. Parece que nosso técnico tenta encontrar o melhor quarteto inicial, embora ainda não tenha todos os jogadores 100% a sua disposição e nem uma lista final de atletas, visto que reforços estão chegando. Kieza não me anima, Aguirre me animaria demais. Vamos aguardar.

A torcida do Botafogo sabe quem não tem a menor condição de ser titular no ataque. Mas como não falo mais deste atleta, prefiro ligar o alerta do nosso pequenino e esforçado Léo Valencia. Precisa entregar mais do que se espera, a paciência está acabando. Brenner faz seu feijão com arroz, o suficiente para ser nossa opção como “9 fixo”.

Vamos esperar mais capítulos dessa nossa saga em 2018, torcendo não só pelos reforços, mas para que nosso treinador consiga resolver os problemas já existentes e fazer com que o time evolua mais rapidamente.

Tá, vou falar uma coisa: mesmo que drible um time pequeno inteiro no Carioca e faça o gol, não aplaudam, não reconheçam um determinado minuto bem jogado e nem defendam Rodrigo Pimpão! Se querem o bem do Botafogo, não alimentem de forma alguma a manutenção deste jogador no time. Não criem novamente o monstro, ou já esqueceram de 2017? FORA PIMPÃO!

Até a próxima e fé na estrela!

Por Vicente Rodrigues


Sobre o jogo:

  Sufocado para se redimir na Taça Guanabara, o Glorioso entrou em campo nos 220 volts. Nos primeiros 15 minutos a equipe trouxe perigo à meta de Andrey. Gilson e Luiz Fernando tiveram as primeiras oportunidades, o Bota pressionava, mas o gol não saia. O Macaé tímido pouco assustou na primeira etapa.

  No segundo tempo, o nosso Paredão teve que entrar em ação. Aos 4 minutos espalmou uma pancada de Charles. Logo após o lance veio o gol, de quem?! Nem o torcedor mais fanático esperava um gol dele, Arnaldo! Seu primeiro gol da carreira, triangulação perfeita com o contestado Leo Valencia. A equipe litorânea veio para cima em busca do gol de empate, seria sua primeira derrota no carioca, aos 9 chegaram com uma cabeçada de Admilton, mas Jeff fez mais uma defesa heroica.

  A primeira substituição foi forçada, Marcelo desabou e não dava mais para o camisa 3, entra o garoto Kanu (20 anos), só foi entrar que saiu o gol deles, Pipico subiu mais que ele e empatou o jogo no Moacyrzão. Nem deu tempo dos caras comemorarem, Pimpão achou Brenner que desempatou, 2×1 Fogão. Macaé queria o empate e obrigou o Bota a fechar a casinha e aguentar a pressão. O terceiro gol quase veio, mas Ezequiel ficou no quase e não aproveitou o cruzamento de Luiz Fernando. 3 pontos na bagagem.

Por Marco Eduardo

Avaliação Individual (4 primeiros jogos)*

JEFFERSON: 7,0

A lenda está de volta! Com uma falha gritante, mas quem se importa? Nosso mito voltou e com ele suas defesas milagrosas também. Jeff nem é gente, é ídolo!

ARNALDO: 6,0

Perdido quanto a marcação nos dois primeiros jogos, mas aos poucos vem se adaptando ao novo estilo de jogo. Outro fator que auxiliou seu crescimento foi a entrada do rápido Marcelo fazendo a cobertura de suas subidas ao ataque. Falando nisso, saiu gol do Bolt de General!

LUIS RICARDO: –

Tempo insuficiente para avaliação.

CARLI: –

Lesionado (mais uma vez), pouco atuou. Tempo insuficiente para avaliação.

MARCELO: 7,0

Olha, é bom o argentino abrir o olho. Marcelo começou a temporada arrebentando e disposto a ganhar a vaga de zagueiro pela direito. Sua velocidade é ponto crucial no esquema em linhas escolhido pelo Felipe. Tanto na recomposição quanto na cobertura de eventuais ataques que fujam do controle.

IGOR RABELLO: 6,5

Começa assim como terminou 2017. Zagueiro regular, sem erros e soberano pelo alto. Precisa apenas conseguir controlar a sua afobação quando sai da linha de zaga e acaba fazendo faltas desnecessárias que trazem perigo bobo.

GILSON: 6,0

Esperava algo pior. A primeira partida foi assustadora e escancarou a diferença técnica da lateral esquerda para outras posições. Entretanto, melhorou seu rendimento nas últimas partidas e contra o Boavista teve até uma atuação elogiável. Mesmo assim, Gilsão, a gente te conhece. Para o Campeonato Brasileiro um lateral é imprescindível.

MATHEUS FERNANDES: 5,0

Felipe conhece dos tempos de sub-17, deposita muita confiança e aposta no garoto para ser o homem mais importante no setor defensivo. Pois é, o garoto nitidamente não está conseguindo dar conta e parece não ter encaixado na posição. Ah, antes que chegue a turma do malho, Coquinho é a nossa maior joia. O que esse menino joga é absurdo, tem um gigantesco potencial. Não tem porquê queimá-lo apenas por partidas ruins no Estadual.

DUDU CEARENSE: –

Entrou no final das partidas para fortalecer o sistema defensivo, mas… Tempo insuficiente para avaliação.

JOÃO PAULO: 7,5

Rodrigo Hilbert da bola. Desarma, toca, dribla, chega pra finalizar e leva os filhos pra escola. Onipresente, faz de tudo dentro de campo. Manteve a regularidade da temporada passada e, na minha opinião, é quem melhor começa 2018.

LÉO VALENCIA: 5,0
Eu vou, eu vou, cornetar agora eu vou… O pequenino chileno tem buscado ser mais participativo, mas mesmo assim é pouco para justificar o investimento feito. “Ah, Bernardo, ele deu assistências… blá blá blá” Espero muito mais do que 2 assistências de um jogador de seleção que tem o maior salário do elenco.

RENATINHO: 6,0
É o tal do R10! Chama a responsabilidade. Busca jogo a todo momento. Estando 100% fisicamente e entrosado é titular fácil nesse time. Já virou xodó da torcida.

PIMPÃO: 5,5
Novamente está fisicamente melhor que todos os outros. Tira vantagem por isso. A vontade colocada em toda jogada, sua disposição é algo que me encanta. Mas tecnicamente tem deixado a desejar… Um atacante ficar mais de 20 jogos sem marcar é inaceitável.

LUIZ FERNANDO: 5,5

Tímido, é quem parece estar mais sentindo a falta de entrosamento.

LEANDRO CARVALHO:-

Tempo insuficiente para avaliação.

LUCAS CAMPOS:-

Tempo insuficiente para avaliação.

EZEQUIEL: 6,0

Tem entrado para rabiscar e bagunçar com as defesas adversárias mais cansadas. Essa tem tudo para ser sua temporada. Boa sorte!

MARCOS VINÍCIUS: 6,0

Marcou no apagar das luzes na primeira partida e por motivos de: “NINGUÉM SABE” parou de receber oportunidades. Espero poder acompanhar mais desse jogador durante a temporada.

BRENNER: 7,0

Pressionado pela assumida busca por outro centroavante por parte da diretoria, começa a temporada com 3 gols e boa movimentação. Sua lentidão nas tomadas de decisão incomodam muito, mas seu aproveitamento 100% em chutes a gol é inquestionável. Kieza terá que se esforçar para tirar a vaga de titular do garoto.

FELIPE (TIGRÃO) CONCEIÇÃO: 6,5

Em sua homenagem vem o título da postagem. O Bonde do Tigrão está ganhando uma cara. Mais ofensivo, valorizando a posse de bola e defendendo em linha. É drástica a mudança em relação ao  esquema adotado ano passado. Por esse motivo alguns atletas ainda estranham e por vezes tudo aparenta estar jogado e bagunçado em campo. Mas acalmem-se o “Tigrão vai te ensinar” e até o fim do Estadual creio que time estará a ponto de bala. Confiem no trabalho do nosso treinador (pelo menos por enquanto)

Por Bernardo Claro


Fotos: Vitor Silva/ SS PRESS / Botafogo
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